quinta-feira, 28 de março de 2013

Abraçaço

Pensem numa pessoa feliz.
Agora pensem numa pessoa muito muito feliz por ter recebido tanto carinho hoje.
Sou eeeuu!!! o/

Meninas, que lindas que vocês são!! Não tem nem dois dias direito que abri o blog pra leitura e já recebi um monte de mensagem carinhosa. Se eu soubesse que era tão gostoso assim esse negócio de ter meu próprio blog materno já teria feito a muito tempo, hahaha! 

Quero agradecer à Nana, aquela querida louquinha, sempre super atenciosa, que me indicou lá no blog dela e, com isso, vocês chegaram até mim! Nana, obrigado, viu?! 

Aos poucos vou aumentando os blogs que estou seguindo na listinha ali do lado... 

Então fica o meu conselho (a pessoa mal chegou e já quer dar conselhos, ó céus!) a todas que pensam e fazer um bloguinho também: façam! Recomendo muito! É ótimo ler todo mundo e saber que não estamos sozinhas nas nossas ansiedades e alegrias. Mas receber vocês em casa é ainda melhor, uma alegria diferente.  Tô gostando, rs...

E hoje eu mando um abraçaço super especial em todas e em cada uma! 




Esses gestos vão dando ânimo e força para continuar na caminhada.

Vou aproveitar para já desejar uma Feliz Páscoa a todo mundo! Que seja uma passagem para uma vida bem feliz para todas nós, cheia de saúde, amor e fertilidade ;)

Beijos!

terça-feira, 26 de março de 2013

E agora?

Então é isso, gente. Resolvi, assim meio do nada, que já era de ter meu blog de assuntos mamãezísticos, já que o próprio bebê ainda não está a caminho. Pensei que só fosse criá-lo quando já estivesse grávida, mas não aguentei, rs.

Os dois últimos posts é sobre uma questãozinha que eu tenho e que foi foi o início da minha entrada nesse mundo de blogs. Por querer encontrar uma solução, me vi imersa por muitos blogs, que me ajudaram (e ainda ajudam) muito mesmo. Mas também me vi envolvida por todos os assuntos do meio, as rotinas, as dúvidas, as alegrias e as ansiedades, então leio de tudo, rs... essa rede de apoio e de troca é muito bacana mesmo. Se antes era uma forma de me encontrar, agora já me achei e não saí de mim nunca mais...

O baby ainda não foi encomendado por questão de finanças mesmo. Desde que eu percebi que não é tão simples assim ter um parto da forma como deve ser, resolvi esperar mais um pouquinho para conseguir pagar uma equipe bacana. Tem dias que eu quero jogar tudo pra cima e ter um filho logo, mas estou conseguindo segurar as pontas por enquanto, rs... acho que o maior período já passou, espero muito conseguir engravidar ainda esse ano.

Ainda não sei exatamente sobre o que vou postar até lá, mas eu invento (haha)
Talvez sobre algumas coisas que eu vejo acontecer e ainda não entendo completamente por simplesmente não tê-las vivido ainda. Sobre as minhas expectativas e novidades vocês saberão também, com certeza.

Vou deixar as coisas irem acontecendo por aqui pra ver o que sai, rs...

Sintam-se todas(os) muito bem-vindas(os) e devidamente abraçadas (porque eu adoro um abraço) ao meu cantinho virtual! Vai ser muito bom poder ter todo mundo aqui comigo e agora prometo comentar nos blogs que eu leio, porque até então eu era daquelas bem caladinhas, rs e assim a gente vai somando e se divertindo,  né?!  :))



Só pra não ficar um post sem foto (como os outros aí de baixo), fica uma minha e do marido, no escurinho do cinema ;))

Relato de um dia ruim e uma nova esperança


continuação do post anterior, também está no meu outro blog, mas com uma ou outra alteração. aqui está mais completo. 

Era final de janeiro de 2012. Tudo para ser um dia de semana qualquer, mas já começou diferente. Eu sempre me levanto primeiro que o Cleber para adiantar o café da manhã e preparar as coisas. As crises de epilepsia dele se dão principalmente por cansaço mental, privação de sono, e o levantar brusco pela manhã. Pressa matutina você não encontra nesta casa, mesmo que estejamos muito atrasados.

Pois bem, naquela manhã, não me levantei, me lembro de que estava com muito sono. Ele foi tomar banho, voltou e eu mal o vi, confesso. Sei que, de repente, meu pai saindo do banho me chama e diz “Mara, o Cleber tá tendo uma crise, você não viu? Ouvi do banheiro”. Levantei num pulo só, tropeçando no edredom, tentando acordar e quando chego na sala o vejo tendo a crise deitado no sofá. Claro que me senti culpada por não ter visto nem ouvido nada. E ainda bem que ele percebeu que não estava bem e sentou no sofá, senão podia ter sido pior. Esperamos passar, ele recobrar a consciência e descansar um pouco e fomos ao hospital (já percebemos que no hospital eles exageram muito na medicação e preferimos não ir algumas vezes, confesso, mas era dia de semana e ele precisava de um atestado médico).

O hospital, particular, o mais perto de casa que atende nosso convênio, estava muito cheio. Fiquei com ele no quarto do soro, ele deitado e eu sentada ao seu lado. Era um quarto separado por biombos, não víamos os outros três ou quatro pacientes que também estavam ali. Ele dormia e eu lia. Muito calor no dia, e lá dentro também. E o hospital cheio. Um burburinho o tempo todo, pacientes gritando, enfermeiros entrando e saindo. Estávamos no primeiro leito, bem de frente pra porta, e a cortina não ficava fechada o tempo todo, então não tínhamos privacidade. Ele descansava e eu tentava não ouvir o que falavam pelos corredores para evitar que eu ficasse ruim. Percebi que chegaram uns estagiários novos, e alguém estava apresentando o hospital a eles, como uma visita monitorada. Não gostei. As horas passando, e eu sem comer nada. Mal tinha tomado café da manhã e já tinha passado bastante da hora do almoço. Pois bem, o soro dele acabou e ninguém vinha retirar, e eu comecei a ficar muito incomodada com aquilo, com a demora e com o que eu estava vendo voltar pela mangueirinha também. Levantei e fui atrás de alguém que pudesse nos atender. Levantei e tive uma tontura. Para todo lugar que eu olhava, só via agulhas, fios, soros, rostos sofrendo... e enfermeiros rindo, conversando entre si como que alheios ao que se passava em volta. Minha pressão começou a baixar, eu tinha certeza. Falei pro enfermeiro que estava ali “a medicação do meu marido acabou e ninguém vai lá tirar. Chama alguém, por favor”. Deixei-o lá e fui até a lanchonete do hospital tomar um ar e comprar uma água, nem avisei o Cleber. Não deu muito certo. Pra chegar lá era preciso passar por mais pessoas, e pela recepção cheia e quente. Quando peguei a água e tentei abrir, não consegui. Só me lembro que eu falei “não tô conseguindo abrir a água” e a lembrança seguinte já é a de me colocarem numa cadeira de rodas. Desfaleci por alguns breves minutos. E a cena seguinte foi até engraçada: eu entrando no hospital de cadeira de rodas e meu marido saindo, tinha acabado de receber alta.

Entrei na sala do médico e ele já falou: “você tá muito pálida, vai tomar soro e fazer um exame pra ver se tem anemia, tô preocupado”.
Parêntese: óbvio que eu estava pálida, tinha acabado de desmaiar, né!!!  Fecha parêntese.
Tentei explicar meu caso pra ele, que eu sempre fico sensível e passo mal em situações assim blábláblá. Mas ele nem me olhava, só falou “tá, mas você tá pálida, vai tomar soro pra hidratar e fazer exame”. “Mas, doutor, eu fico pior com o soro, porque sofro muito na hora que vão colocar”. Acho que falei mesmo para as paredes, porque a enfermeira me levou da sala.
Enfim, fato é que me levaram pro mesmo quarto em que eu estava como acompanhante.

Precisavam me colocar no soro e recolher material pra o exame. Eu não queria.
Aqui cabe dizer que quando acontece isso comigo, eu só preciso de repouso. Não preciso de mais situações que piorem o meu estado. Mas eu estava muito fraca e qualquer coisa que eu falasse, nem respondiam. 

Meu marido estava na sala do médico, pegando o atestado e finalizando as coisas dele, e também estava um fraco, obviamente, quando chegou para ficar comigo. 
Eu estava ficando mais nervosa, acho que só não desmaiei de novo porque já estava deitada. Não conseguiam achar minha veia. Eu falava “moça, não fala nada, eu não posso ouvir, só faz que eu não vou olhar”. Ela falava. E eu chorava. Para piorar um pouquinho mais, chegou uma outra enfermeira para conversar com ela sobre o que iam fazer depois do expediente, no fim de semana. Conversar!!!! Ela se distraiu e errou a mão (não posso escrever o que houve, porque não tá dando certo, mas em outras palavras ela arrebentou meu braço). Ela terminou o que foi fazer e eu continuei chorando. Não tinha coragem de mexer o braço, nem de olhar para qualquer outro lugar que não fosse o teto.

Minha sogra chegou para ficar comigo enquanto o Cleber ia almoçar (já eram umas 16:00, eu acho). Ela chegou, me acalmou um pouco, e viu que meu braço não estava muito bonito (acreditem, eu não tinha olhado pra ele de jeito algum). Foi lá e pediu pra enfermeira um algodão com água e limpou tudo direitinho., porque nem isso elas fizeram, me deixaram suja mesmo. Me deu água, e ficamos conversando um pouco. Eu dizia: “como vai ser quando eu tiver um filho, Edi? Vou desmaiar na hora do parto?”, e ela “Não, Má, fica calma, na hora a gente ganha uma força que não sabe de onde veio” e me acalmava, conversava outras coisas pra eu melhorar logo.

Saí de lá no finalzinho da tarde, com um grande hematoma no braço esquerdo, exames comprovando que a minha saúde estava ótima e um peso imenso no peito. Durante alguns dias ainda fiquei muito triste por ter sido tratada daquela maneira, sem o mínimo de respeito. E a pergunta que rondava minha cabeça nos últimos meses se tornou uma certeza: eu não poderia contar com a sorte e esperar que profissionais que, até então, eu nunca havia visto me atendessem quando chegasse o momento de colocar uma vida nesse mundo. Iria ser com uma equipe que eu confiasse plenamente, que tratariam o parto – que é um ato fisiológico, e não médico – de forma respeitosa e humana.

Naquela época, eu ainda sabia pouco sobre o assunto, mas já havia visto o vídeo lindo da Sabrina. Foi o primeiro vídeo que eu vi sem tampar os olhos em nenhum momento e achei um bom sinal. Fiquei feliz com o que vi. Havia, em algum lugar não tão longe de mim, pessoas capacitadas que entendiam que as vontades das mulheres devem ser respeitadas. Pessoas que entendem que a natureza é perfeita, e se podemos gestar, com certeza podemos parir também. O nosso corpo sabe o que fazer. Intervenções acontecem em alguns casos somente, e não “por rotina”, pra ir mais rápido; e mesmo se precisar intervir, o respeito vai existir em todo processo. Pessoas que sabem que a mãe é a protagonista, e não os médicos. Senti uma esperança de ser ouvida, finalmente.

Então eu comecei a pesquisar mais, ler mais, aprender mais. Algumas palavras, que antes não me eram familiares, hoje eu já entendo melhor. Parto natural, parto humanizado, doulas, intervenções de rotina (ocitocina sintética, episiotomia, etc, etc), parto domiciliar, cesárea eletiva. Como funciona ou não funciona com os convênios médicos, com os grandes hospitais particulares, no SUS. Medicina baseada em evidências. Taxas de cesáreas no Brasil. Mulheres empoderadas. E muito mais coisas. As peças foram se encaixando lentamente na minha cabeça e até hoje eu leio muito, claro, nunca vou parar de ler. Porque eu entendi que, para ter o meu maior desejo realizado, além de vencer essa minha sensibilidade, terei que lutar contra um sistema inteiro que domina o nosso país. Um sistema que está mais interessado em manter as agendas dos médicos livres aos fins de semana e feriados, e seus bolsos com mais dinheiro (fazendo os índices de cesárea chegar a mais de 90% em alguns hospitais particulares, quando a OMS recomenda até 15%), do que respeitar a fisiologia do parto, a ordem e o tempo natural de cada uma. Um sistema que já tomou muitas decisões por mim – e eu não posso permitir que a minha voz seja abafada dessa maneira.
Acho que aqui cabe dizer que eu não tenho medo da dor. Entendo-a como parte do processo de trazer a esse mundo um amor que ainda desconheço, mas sei que é incondicional. Sei que há modos de lidar com ela, e que quando eu as estiver sentindo e não me lembrar que escrevi isto, terei ao meu lado quem me lembre e não me faça desistir. 

Além do medo de cair nas mãos de um médico cesarista, eu tenho medo da violência obstétrica, que existe, que acontece com muitas mulheres. Infelizmente, é um quadro real no nosso país. Eu tenho medo disso porque eu já sofri violência psicológica em hospitais também, e doeu. Nem preciso de muita imaginação para saber que, se eu sofro isso hoje, grávida então a coisa vai piorar, porque ficamos mais sensíveis e tudo mais. Tenho medo de pessoas passando por cima de valores básicos, inutilizando aquela mãe - que só precisa ser ouvida, acalmada, encorajada, respeitada - como se seu corpo fosse objeto de estudo naquele momento.

Quer dizer, eu tinha medo. Não tenho mais.
Agora, um ano depois do que relatei ali no início, depois de tanta busca – interna e externa - me sinto mais segura. Sei também que terei que fazer alguns esforços financeiros para que eu tenha ao meu lado os profissionais que escolhi, mas todo esforço será recompensado, se Deus quiser. A minha sensibilidade vai ser superada também. Porque as pessoas que estarão comigo durante todo o tempo serão escolhidas a dedo. Pessoas de bem, que acreditarão na minha força e na perfeição da natureza. Porque hoje acredito mais em mim.
Não tenho mais medo, porque percebi que não estou sozinha nessa. Sou grata a Deus por ter descoberto tudo isso ainda antes de ter um filho. Muitas mulheres só se dão conta depois que tudo passa. E a força que todas temos, juntas, para superar e mudar esse quadro, é imensa.

Ainda há muito a aprender, e a maioria desses aprendizados virão mesmo com alguma prática.

Esta história está apenas começando...

O outro lado da moeda

texto que escrevi no meu outro blog; mas também publico aqui (acrescentei algumas coisas nesse aqui, na verdade) porque faz parte completamente do assunto e é, digamos, o início da história de todas as pesquisas. 

Tem um fato na minha vida que eu não sei nomear muito bem. Geralmente, eu uso a palavra ‘medo’, mas não é exatamente o sentimento de medo que me acomete nesses momentos. Algumas pessoas dizem que é ‘trauma’. Mas, por trauma eu entendo que eu teria que ter passado por uma experiência muito ruim, que tenha me marcado muito negativamente no passado com tal assunto, desenvolvendo, assim, minha aversão a ele. Que eu me lembre, não tive. E mesmo que tenha sido algo há tanto tempo que a minha memória não alcançasse mais, certamente eu saberia pelos meus pais ou familiares, inclusive até já perguntei, e realmente não houve nada na minha primeira infância que pudesse desencadear isso.

O fato em questão é: eu tenho uma sensibilidade (vou usar esta palavra para definir, por enquanto) a sangue. E é sério.
Por exemplo: exames de sangue; soro na veia quando, por ventura, eu preciso tomar por estar passando mal (de todos, sem dúvidas o que me deixa pior mesmo, é um stress sem tamanho); “bifes” que são tirados quando fazem minha unha; cenas em filmes, novelas, séries ou qualquer outra coisa de ficção, como: tiros, cirurgias, machucados, nariz sangrando. Tudo isso me deixa abalada. Filmes de terror ou muita ação, não, eu não assisto. E é difícil acompanhar alguém ao médico também. Na melhor das hipóteses, eu passo mal, sinto tontura, uma pressão na cabeça. Na pior das hipóteses, bem, eu desmaio. Sim, já desmaiei por um micro machucado quando a manicure fazia minha unha e já até tentei ler um livro enquanto a enfermeira colhia "material" para um exame (mas não funcionou muito essa minha técnica). 
 Provavelmente nem vou reler isso que estou escrevendo agora também, porque ler também me traz mal estar. Então, sim, alguns tipos de livros também são evitados e, consequentemente, alguns relatos e vídeos de parto também. E acho que só estou conseguindo escrever sobre isso porque estou sendo mais abrangente no assunto, não estou entrando em muitos detalhes, e também porque estou escrevendo aos poucos, no meu tempo. Mesmo assim, sinto meu coração um pouquinho acelerado agora e minha mão começando a suar.

Podemos dizer que eu já estou acostumada às pessoas não entenderem isso muito bem. Têm algumas que riem, que zombam, desacreditam mesmo, acham que é exagero meu, frescura. Aliás, frescura é a palavra que eu mais ouço. Ou que eu sou “mole”, “fraca”. Claro que eu não gosto dessa reação, me sinto mal também com isto, mas não há muito que eu possa fazer. Eu sei que o que sinto é real, que eu não tenho o poder de controlar essa minha reação (mas gostaria muito de ter).
Graças a Deus eu nunca sofri um acidente grave, nem presenciei um, porque eu não sei qual seria a minha reação ali na hora.

Há apenas uma coisa que não me abala: acompanhar meu marido ao pronto socorro logo depois que ele tem uma crise de epilepsia. Meus pais, por exemplo, até ficaram meio surpresos por ver que eu podia ficar ali ao lado dele enquanto recebia medicação intravenosa sem passar mal. Foi uma grata surpresa para mim também, devo dizer.Quer dizer, apenas uma única vez, em quase cinco anos, eu passei mal. Foi a pior experiência que eu tive enquanto paciente. Se eu não usava a palavra “trauma” até então, agora já posso emprega-la, porque a situação foi horrível e hoje, um ano após o ocorrido, nunca mais voltamos àquele lugar. (*)

O que eu realmente não consigo aceitar como normal são os comportamentos médicos diante desse fato. Sinceramente, não consigo me lembrar de nem um médico que tenha acreditado em mim no momento em que eu avisei sobre essa minha sensibilidade - porque, sim, muitas vezes eu aviso o que eu tenho, até para conversar sobre isso, ou tentar um outro tipo de medicamento ou coisa assim, mas a maioria nem ouve, que dirá acreditar no que eu digo.  O máximo que eu encontro, raramente – muito raramente – são enfermeiras que, para colher o material do exame são mais cuidadosas, não pesam tanto a mão. Mas o mais comum, infelizmente, é encontrar profissionais que não se interessam nem um pouco pelo que eu tenho a dizer. É saber que ir ao médico com um dor de estômago, por exemplo, vai resultar em pelo menos duas horas com o soro na veia, porque “é rotina”. E se eu me recusar a tomar, vou ouvir “eu não me responsabilizo, assine esses papeis declarando que você se recusou a receber o tratamento indicado para o seu quadro”.
É difícil, é chato, é cansativo ter que passar por tudo isso. Para mim e pra quem me acompanha, imagino. Agradeço a Deus por eu ser saudável e não precisar ir a hospitais com frequência. Mas quando acontece, já até me preparo para o que está por vir.

E por que eu resolvi escrever sobre isso? Bem, porque esse é um lado da moeda para outro assunto que eu também já estou escrevendo a respeito. Para um assunto que também é muito importante pra mim, mas que não é ruim como esse, é muito bom: maternidade. Para quem me conhece um pouquinho mais, a informação de que eu quero ser mãe em breve não é nenhuma novidade. Como costumo dizer “já nasci mãe”, ou em outra frase: desejante desde sempre, rs...

E, tendo eu essa sensibilidade toda, a dúvida pairava sobre a minha cabeça: e na hora do parto, como vai ser? Cesárea eletiva, nem pensar, obviamente; mas todas as intervenções que eu ouvia falar que "tinha que acontecer" nos partos normais hospitalares também me deixava com um baita medo, principalmente o "sorinho" - não entrei em detalhes aqui, mas a verdade é que quando eu preciso passar por esse procedimento, eu simplesmente fico paralisada, não mexo o braço em questão por nada nesse mundo e fico o tempo todo olhando pra cima, para não ver o que se passa. Agora me diz? Como passar por isso com as dores do parto e ainda tendo que fazer a força pra parir? 

Isso não entrava de jeito nenhum na minha cabeça, eu me conheço bem o suficiente pra saber que não ia dar certo essa combinação. Eu simplesmente não podia deixar que um momento tão importante e tão esperado se transformasse em desespero e angústia da minha parte. Não podia “contar com a sorte”. Faz um pouco mais de um ano que eu pesquiso, leio, vejo vídeos, reflito, penso, pondero, choro, sorrio, compartilho com meu marido, tento formar minha própria opinião sobre vários assuntos relacionados a gravidez, parto e maternidade. Mas isso já é assunto para outro texto.





(*) comecei a escrever o relato dessa minha última experiência como paciente, mas ainda não consegui terminar. Falar sobre isso é difícil para mim, escrever é quase impossível, mas eu vou conseguir terminar e posto depois. 

Começando do começo

Algumas pessoas sabem desde bem pequenas “o que vão ser quando crescer”. De médico à astronauta, os sonhos infantis não têm limites. Há quem siga esses sonhos. Outros acabam em caminhos distintos, seja por terem mudado de ideia, ou por qualquer outro motivo.

Eu já quis ser artista plástica, empresária, jornalista, oceanógrafa, psicóloga, fotógrafa e escritora. Podemos dizer que os dois últimos estão em andamento, e que mesmo que não virem profissão, vou fazê-los por prazer até quando Deus quiser. No entanto, do alto dos meus 23 anos – muito bem vividos, por sinal - não tenho uma profissão para chamar de minha, nem um diploma na parede. E não, isso não me preocupa mais (nem significa que eu viva à toa por aí, vagando pelas ruas ou pelo facebook sem rumo e sem limite, rs). 

Confesso que, depois de casada, busquei muito alguma coisa que preenchesse meu tempo e meu bolso de forma satisfatória. Me dediquei a algumas coisas, trabalhei, aprendi muito. E no final do dia (ou a qualquer hora dele), eu sempre estava pensando como seria minha vida quando eu tivesse um filho.

Esse é mesmo um sentimento inato em mim. Não sei explicar quando ou onde ele surgiu. Sei que é uma vontade muito forte, que só fez crescer depois que me casei - e para minha felicidade, o pai em questão é super a favor do assunto também. Além de todas as pesquisas que eu faço sobre assuntos mais sérios (que falarei no próximo post), ainda leio vários blogs maternos, muito conteúdo mais leve, digamos assim, mas não menos importante. Gosto muito de ler as experiências de cada uma. Também não me lembro por qual comecei, mas um foi me levando a outro e a outro e hoje esse é um assunto muito recorrente pra mim, já faz parte da minha rotina.

Ainda não sou nem tentante oficialmente, e achei que só fosse criar um blog quando estivesse grávida. Como podem ver, não aguentei, rs... Tanto pelo fato de querer registrar esse momento, mas também porque aqui sei que não estou sozinha. Eu nunca fui de comentar muito nos blogs, era daquelas leitoras caladinhas mesmo, mas comecei a me sentir muito fora dessa roda e resolvi entrar nessa dança também. 

A maternidade está presente nos meus planos desde sempre, eu acho. Puxando aqui pela memória, sempre afirmei que seria mãe. Brincar de boneca foi o que eu mais fiz durante a minha infância. Eu conversava tanto com as bonecas, que minha mãe dizia que esperava o dia em que elas fossem responder, rs.

É...pensando bem, eu também sei desde criança o que eu sempre quis ser quando crescesse.