domingo, 7 de abril de 2013

Sobre a minha ansiedade: quando a crise vem.


Ei, gente linda! Tudo certo por aí? Dei uma sumidinha essa semana, foi bem corrido aqui, mas já voltei...

Sabe uma coisa curiosa que eu tenho reparado? Minha ansiedade mudou, está diferente (Oi, meu nome é Marina e eu tenho uma ansiedade que muda de cara).

Durante um bom tempo eu estava ansiosa pra valer mesmo, querendo acordar grávida a cada dia que passava, e o tempo parecia que andava para trás. Convivia com ela a toda hora, quase já havia me acostumado. Mesmo com a mente ocupada por outros assuntos, ela estava aqui, presente. No entanto, percebi esses dias que ela deu uma espécie de trégua - vou falar sobre isso daqui a pouco (a pessoa está escrevendo dois posts ao mesmo tempo e ainda acha que não está ansiosa, doce ilusão, hahaha). Aqui eu vou falar sobre como era antes dessa "pausa". 

Eu costumo pensar que eu tenho duas "fases": uma ansiedade mais leve, que na verdade é a vontade de ser mãe. É uma sensação boa. E a crise de ansiedade, que é quando eu quero controlar o tempo com as minhas próprias mãos e fazer acontecer tudo hoje, agora, nesse instante. 

Esses dias escrevi um texto falando que quando estou triste, me permito ficar triste. Com a ansiedade prégravídica é a mesma coisa. Quando a crise vem, eu simplesmente a sinto. Me permito fuçar em todos os blogs o dia todo, abrir sete abas de sites maternos ao mesmo tempo, ler relatos, ver o que eu já vi cinquenta vezes, pensar em como será comigo, o que eu vou sentir, mandar 100 e-mails pro meu marido durante o dia. Fico o dia toda às voltas com isso. Aliás, o Cleber é fundamental nos meus momentos de maior ansiedade. Ele sabe que eu quero ficar falando apenas sobre isso, e deixa. Fico o dia todo falando com ele pelo facebook sobre a minha vontade, de como vai ser quando tivermos filhos, de quando eu estiver grávida, essas coisas todas que vocês devem imaginar. Ainda não sei como ele aguenta, haha... 
E quando eu surto de vez e quero inventar uma forma de ficar grávida na-que-le-mi-nu-to (que geralmente é quando eu choro), aí de uma forma ainda misteriosa, ele me acalma. Na verdade não é uma forma milagrosa. Nem instantânea. É muito ruim essa sensação de que nunca vai chegar a hora de ver as duas listrinhas no teste de farmácia (porque eu sempre esqueço que não sou tentante e fico ansiosa do mesmo jeito, rsrs). 
Voltando ao que dizia antes: acho ele me acalma pelo fato de não tentar me podar, sabe como? Porque para mim, se eu percebo que a ansiedade está aumentando e eu tento fugir, só piora. Sou péssima nisso. E se alguém me diz que eu não preciso ficar assim, que o bebê virá na hora certa blablabla, aí a coisa coisa fica feia demais. Dá vontade de dizer: "Ô pessoa, e desde quando a gente racionaliza quando tá ansiosa? Ah, me deixa ficar ansiosa em paz!!" (oi?). 

Também acho que faz parte do processo tudo isso. Quando eu estava planejando o casamento, por exemplo, comia chocolate como se não houvesse amanhã (e até emagreci, hoho, gostaria de mandar um beijo para  minha genética; sua linda, tiamo). E o casamento aconteceu, deu tudo certo, amém. Então me permito sentir isso, sim. Só o que faço é tentar não deixar as outras pessoas - aquelas não tão importantes - perceberem. Isso sim eu disfarço. Porque quando elas percebem, não se contentam em apenas ser solidárias e te dar um abraço, ou mudar de assunto, tentando fazer você pensar em outra coisa, por exemplo, o que poderia ser uma ajudinha. Aliás, nem fazem isso. Elas falam, elas opinam, elas determinam como você deve se comportar. E isso cansa! Uma coisa é ter que lidar com uma crise de ansiedade, outra coisa - ainda pior - é lidar com a sua crise E com as pessoas que além de não ajudar em nada, ainda atrapalham. 

Aqui nos blogs, entre nós, eu acho lindo que exista palavras de incentivo e de ajuda. Porque a gente se entende. Porque estamos no mesmo barco. O mesmo se for uma pessoa "da vida real" que já tenha estado na mesma situação. É uma troca. Mas uma pessoa lá, do alto da sua torre de autocontrole e sabedoria, que nem quer saber muito de mim, ou como eu me sinto, quer apenas proferir palavras sobre como eu devo ou não me comportar, numa coisa unilateral... ah, não! Fico muito brava mesmo! (sou rebelde sim ou lógico? rs).
Então, nesse sentido, para evitar maiores frustrações, disfarço. Tenho minhas crises no conforto e na privacidade do meu lar, com a presença física ou virtual (quando está no trabalho) do meu marido e tá tudo bem. 

E sabe do que mais? Elas passam. Pode parecer contraditório, mas é por isso que as sinto, pra elas passarem logo. Se eu não viver, elas não vão embora nunca, ficam aqui comigo por dias, enchendo o saco e me fazendo mal. Comigo, cada crise não dura mais que um dia. Ou, se é das brabas, no segundo dia já está menos feroz.

A crise maior, que machuca,  passa. A vontade, aquela que traz aquele friozinho bom na barriga, continua. E assim eu tento ir seguindo, um dia de cada vez, só até amanhã de manhã. 

E vocês, como lidam com as crises de ansiedade?

2 comentários:

  1. Foi isso que eu tentei fazer, esconder a ansiedade em baixo do tapete, mas óbvio que só funcionou até a primeira página. O melhor mesmo é dividir essas dores e desejos com o marido e no mundo virtual... por enquanto estou na fase branda da ansiedade maaaasss agora vem as 2 semanas de espera e já sei bem o que está por vir! hahaha

    Quanto ao chocolate também não engordo, mas em compensação virei uma adolescente com espinhas novamente! rs

    bjs!

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  2. Oi Marinaa!
    Nossa, sou assim também com a ansiedade, eu "curto" ela, quando a mesma chega. É dificil ser ansiosa com isso, principalmente pra mim, que nem sei quando meu sonho vai poder ser realizado..fico ansiosa, choro, fico triste, não quero mais saber de blog, nem desse assunto de maternidade. Daí passa um dia e eu já to super d boa, lendo os blogs, pesquisando tudo de novo hehehe Que bom que seu marido te apoia e ajuda em tudo, o meu tem dias que me abraça e diz que temos que esperar um pouco,que eu sei disso e que ele também quer um filho daqui um tempo. Mas tem dias que ele nem quer falar do assunto, diz que ja conversamos sobre isso. Daí penso no eu filho e choro horrores, agarrada num travesseiro hahahahaa Somos loucas né? E vamos ficando cada vez mas piradas querendo nosso bebê logo.

    (hoje que li sobre a tua questão da sensibilidade com sangue/agulhas, sou igual, tenho pavor de agulhas, não faço exame de sangue desde os meus 10 anos de idade acredita? Vacinas não tenho problemas, o meu problema é o sangue, é a parte onde é retirado o sangue, tenho uma sensibilidade grande nessa região. Soro nunca tive que fazer, graças a Deus sou bem saudável também e raramente fico doente. Não sei explicar o porque disso,queria mudar isso em mim mas não sei como, não consigome controlar.Só de ler o teu post fiquei super nervosa, as mãos soaram, o corpo tremeu e fiquei toda mole. Isso é horrível né?)

    Beijos e boa semana.

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