sábado, 25 de maio de 2013

Um passinho à frente...

Eu sei que já contei aqui sobre a minha sensibilidade a sangue. Que comigo não rola assistir filme de ação ou terror, que dirá passar por alguma situação que envolva o dito cujo. E a coisa tende a piorar consideravelmente quando preciso tomar soro, ou fazer exames. É um tormento mesmo! Eu sofro antes, durante e depois.

E então a pessoa fica grávida e precisa, obviamente, passar por uma bateria de exames de sangue... e pensa: pra que que fui inventar isso?
Me consultei na Casa de Parto no início do mês e ainda não havia feito os tais exames. Até hoje.
Claro que estava deixando pra depois. "Não precisa pressa mesmo, já que a próxima consulta é só mês que vem" (rs). Mas não ia dar para fugir pra sempre.

Breve flash back:
no final do ano passado, fiquei meio adoentada. Tudo indica que tenha sido stress e cansaço: estafei mesmo.
O médico pediu um exame de sangue para vermos se podia ser anemia - porque eu sentia muita fraqueza. Fui num laboratório que tem meio perto da minha casa. Lá, fiz como sempre faço: avisei à enfermeira pra não dizer nada sobre o procedimento e fiquei olhando pro outro lado, concentrada na parede. Como uma nova tática, peguei o celular e liguei pro Cleber, que estava trabalhando, afim de distrair minha mente. Mas não teve jeito. Quando terminou o exame, minha pressão foi caindo, caindo... e antes que eu caísse junto, me levaram pra outra sala, onde tinha uma maca. Fiquei lá uns minutos, com meu pai (nunca, em hipótese alguma, posso fazer esse exame desacompanhada). Então a moça disse: "da próxima vez, pode pedir pra colher deitada, não tem problema, assim você não passa mal". Aahh, que linda! Adorei! (porque geralmente o que os profissionais fazem é: mas nem dói nada, blablabla #aiqueodioqueeufico). Pronto, já sabia: da próxima vez que tiver que sofrer  passar por isso de novo, será aqui.
Fim do flash back.

Pois bem. Ontem o Cleber foi até lá fazer um orçamento prévio pra mim. E aí "caiu minha ficha": não tem jeito, vou ter que fazer. E, mesmo lembrando que fui bem tratada nesse laboratório, fiquei com medo. Porque gente, a coisa é difícil. É acordar sabendo que vou passar mal dali alguns instantes. E em jejum. E como sofrimento pouco é bobagem - e pegando carona na chuva de hormônios de que dominam - sabe o que eu fiz? Chorei. Muito. Ontem à noite, "sofrendo por antecipação", como diz minha mãe, tive uma crise de choro. Depois passou, claro. Mas acho que foi até importante lavar o medo um dia antes, rs...
Meu marido lindo, maravilhoso e cheiroso pegou meu iphone e colocou umas músicas novas. Era a nova tática nascendo...

Comecei meu jejum ontem, para já ir logo cedo hoje. Estava bem cheio lá, e pela primeira vez, usufruí meu direito de atendimento preferencial!!! Uhuull!!! Graças a isso, não demorou tanto para eu ser atendida.
Várias crianças saindo de lá com aquele adesivinho-curativo no braço, super naturais, e eu sofrendo por eles, haha. E pensava: é agora que eu desmaio e essas crianças ainda vão rir de mim aqui, que vergonha, rs!
É engraçado como percebemos o mundo através das nossas experiências, né: não consigo mesmo compreender como as pessoas - crianças e adultos - passam por isso sem sentir nada demais, até olham a coisa toda acontecendo, acham natural - ou não acham nada!! Não sei o que é isso! Assim como essas pessoas não compreendem o que eu sinto. Divagações à parte, voltemos ao caso...
A enfermeira me chamou, marido entrou comigo e, por sorte, antes que pedisse, ela me levou para uma sala onde já tinha maca. Era a sala infantil (que fofo! haha), que estavam usando devido ao grande número de pessoas. Pedi pra colher deitada, ela arrumou tudo pra mim e deitei. Peguei o celular, coloquei o fone, aumentei o som. Estiquei o braço, fechei os olhos, cantarolando baixinho e dei a mão pro Cleber. E esperei... de olhos fechados e cantando. Mas claro que sentia e percebia o que estava acontecendo. A mão, super gelada, suava um pouco até! Senti quando começou e vou dizer... não foi indolor, não. Mas me mantive firme. De repente (que pra mim foi depois de 30 horas), ela soltou aquela mangueirinha que amarram no nosso braço, o Cleber ficou segurando o algodão e, quando percebi, fiimm!!, já tinha acabado! Perceberam que eu não relatei queda de pressão? Gen-te!! Não passei mal!!! Fiquei deitada mais uns breves minutinhos só para me certificar. Levantei (com o braço duro-esticado, isso ainda não superei - meu braço fica imóvel por pelo menos uns 30 ou 40 minutos depois que acaba). E fomos embora! Simples assim. Tinha levado algo para beliscar e quebrar o jejum e vim comendo no carro, até chegar em casa e comer algo decentemente.
Mal acreditei que passei por isso! Assim, a mão da enfermeira não era das mais leves - e posso dizer que ainda agora sinto uma leve dorzinha, mas nada grave. O que importa, e eu mal acredito ainda, por isso me permitam repetir: eu não passei mal!!! 

Estou orgulhosa de mim! Para mim, que sei o quanto isso é uma dificuldade, foi um passo importante. Pequeno, eu sei. Mas "só por hoje" minha pressão não caiu, à despeito da tensão que eu senti por ter percebido tudo que a enfermeira estava fazendo, do jejum que eu estava e tudo mais...

E sabem o que eu fiz, ainda lá deitada, quando percebi que tinha conseguido? Agradeci minha Bolota.
Falei pro Cleber: o bebê está me deixando mais forte!
E foi isso mesmo que senti. Porque foi só por saber que é extremamente importante cuidar de mim - para então cuidar e dar toda saúde que eu puder ao baby - que eu passei por isso.
Quando o Cleber e eu ficamos de mãos dadas na hora do exame, era bem em cima da minha barriga que elas estavam repousadas. A Bolota também estava na corrente para me passar força. E deu certo!
Um passinho à frente! E pra mim ele vale muito!

23 comentários:

  1. Marina do céu, faz uns 20 minutos que to lendo o texto. Na verdade, leio uma parte, passo mal, paro de ler e depois começo de onde parei. Pra mim ainda não é fácil, nem ler.
    Confesso que li pensando "como ela conseguiu? como ela teve coragem? ai que dor" mas senti um orgulho imenso de ti, por passar pela mesma situação e entender MUITO bem o que tu sente nessas situações.
    Tenho certeza que foi bolota que te deu força e coragem. Será que quando for minha vez vou ter essa coragem também? Não sei, agora fico só pensando "quero engravidar, mas não quero fazer exame de sangue, e agora?". Aí como é difícil, mas vou superar, assim como tu superou.

    To muuito feliz por ti, parabéns, pode parecer um pequeno passo, uma coisa pequena, mas entendo como é importante.

    Beijos

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    1. Também demorou pra eu conseguir fazer o texto todo, Ni! E vou escrevendo e mal volto pra editar depois. Complicado, né?!
      Sabe que você é a primeira pessoa que conheço com esse mesmo caso? Até então, achava que eu era a única, em toda face da Terra, que passava por isso, rs.

      E até agora tô sem entender como consegui passar por isso. Sério mesmo. Foi difícil pra caramba, nossa! E eu só pensava nisso também: quero um bebê, não quero exame! Difícil! Mas a gente consegue, sim! Se eu consegui, você também vai, pode acreditar! E qualquer coisa, foca no fone de ouvido e vai, rs...

      Beijo, querida!
      E muitíssimo obrigado pela força. Mesmo!!!

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    2. Eu também achei que fosse a única do planeta, porque todo mundo ri da minha cara e fala que sou fresca :S as pessoas não entendem e isso me deixa pior.

      Mas agora vou focar, to indo na terapia e vou comentar com ela, vai que ela me ajude né? Se ela me der alguma dica eu te passo haha

      Mas fiquei muito orgulhosa de ti e vou me inspirar: se a Marina e a Bolota conseguiram, eu e meu bebê também vamos conseguir.

      Foco, força e fé, é o que dizem por aí.
      Beijos

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  2. Má, que orgulho de vocês! Parabéns, querida. Vai ficar mais fácil, tenho certeza. E que bom que o maridão é tão compreensivo. :)
    Além de vcs duas, a Marayza (do Baby dos Babies) tinha/tem a mesma questão. E com a gravidez, parece que está superando tb. Estas bolotas... Rsrs

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    1. Obrigado, Nana!! Mesmo mesmo!!
      Marido é uma benção, menina! rs... Super cuidadoso! Muita sorte eu tive, hehe

      Olha só, mais uma então que tem a mesma sensibilidade, é bom saber que não estamos sós...
      E parece que os babys ajudam mesmo, né?! Ainda bem!! :D

      Beijo beijo!!

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  3. Parabéns, Má!!!
    Parece que a mãe leoa já está despertando dentro de você... ficar mais forte e fazer de um tudo pelo filhote, não é assim?!?! =)
    Beijo!

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    1. Ei, Gabi!
      Obrigado, querida!!
      Verdade, né?! A gente vai ganhando uma força que nem sabe de onde veio, é incrível!

      Beijão pra ti!!

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  4. Tudo pelo seu bbzinho que bom que vc conseguiu um bjinho!

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    1. Muito obrigado mesmo, Naine! :))

      Beijo beijo

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  5. Eu tenho uma aversão parecida, mas a pressão não chega a cair. Todo vez que tenho exames, durmo mal e passo o tempo todo suando frio. E pra piorar, aqui o marido não pode entrar na sala do exame. Era eu, bebê e seja o que Deus quiser! Hoje a coisa já parece um pouco mais rotineira (veja bem, UM POUCO hahahaahha). A presença do baby faz você entender que isso tem que ser feito, que vai ser bom pros dois. O melhor de tudo é que ninguém precisa dizer isso pra gente. Vamos assimilando e que bom que é!
    Beijos de nós duas aqui em vocês dois :)

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    1. Nossa, nem imagino como seria se meu marido não pudesse entrar comigo. Já aconteceu de eu entrar sozinha, e foi sempre as piores vezes...

      E é muito verdade isso que você disse: ninguém precisa nos dizer, a gente assimila sozinha que é pelo baby que ficamos fortes :))
      podemos colocar na série: os benefícios da maternidade, hahaha

      Obrigado pelo carinho sempre, Romana!

      Beijos nossos!!

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  6. Olha mega me identifiquei: tenho o mesmo problema! haha Não tenho aflição de sangue, meu problema são as veias! Quando sinto minha veia sendo furada, é inevitável não passar mal! Até que uma vez me disseram dessa tática de tirar deitada e pronto, nunca mais passei mal!
    Eu evito até as últimas consequencias fazer exames de sangue. Não gosto, fico estranha, odeio mesmo, mas nas raras vezes que preciso fazer, colho deitada etudo bem1
    Pra vc ter uma idéia, nem soro eu NUNCA tomei na vida! rs Tá aí minha motivação pra um parto totalmente natural rsrsrs
    bjos
    Carol
    www.meuparasita.com

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    1. Jura que também sente isso, Carol? Olha só, a gente encontra mesmo muitos semelhantes aqui na blogosfera né?! :))
      Essa descoberta de colher deitada foi ótima pra mim também. E aliada ao fone de ouvido, pra não ouvir a enfermeira... ótimo! rs
      Quem me dera nunca ter tomado soro. É horrível , horrível!!

      E rumo aos nossos partos naturais... YEAH!!

      Beijão!

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    2. Sério, eu passo mal TODA vez que tiro sangue sentada, já virei chacota na família! rsrsrsrs a última vez que colhi sangue foi pro beta e avisei pra enfermeira que precisava colher deitada, aí a "engraçadona" me respondeu: ah, mas grávida agora vai ser um tubinho por mês. Mandei na lata: minha médica é decente, só vai pedir exames se forem necessários. A tia ficou com cara de quem chupou uva e saiu de fininho! hahahahahahah
      Rumo aos partos naturais, prefiro uma criança saindo das partes baixas do que uma agulha nas minhas veias! hahahahahha #aloka
      bjoks

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  7. Marina,
    obviamente nao sou fa dos exames de sangue, mas nao tenho grandes problemas (acho injecao muito pior).
    Já fiz o HIV, grupo sanguineo e fator RH, toxoplasmose, citomegalia, sarampo (?) e outros do início. Nao precisei de jejum nenhum! A assistente da médica que colheu as amostras e mandou pro laboratório (aqui na Alemanha funciona assim). Ela nem me perguntou da última vez que tinha comido. Jejum sim, seria motivo forte pra eu desmaiar.
    Pergunta pra tua EO ou GO se precisa mesmo estar de jejum.
    Bjs,
    Elisa

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    1. Oi, Elisa!
      Precisava estar em jejum porque também tinha exame de glicose, daí tem que ser jejum de 8 a 12 horas.
      Bem mais fácil seria se eu tivesse de barriga cheia, hahaha

      Obrigado pelo carinho!

      Beijos!

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    2. O de glicose eu nao fiz. Nao está na lista de exames "obrigatórios" do pré-natal e por enquanto a médica só perguntou de diabetes na família (nao tem). Na caderneta de gestante nem tem espaco pro exame de glicose (embora tenha pra outros exames opcionais), entao acho que glicose nao se pede muito.

      Bjs,
      Elisa

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  8. \o/ Que bom Mariana!! Parabéns!! Si,a Bolota te deu força!!! =)

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    1. Obrigado, Naity! Mesmo mesmo! :))

      Beijão!

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  9. Mari...
    Acho que nossos babys mais nos ensinam do que aprendem conosco, na verdade é uma troca constante.
    Parabéns por mais esta etapa vencida, com a sua garra, coragem e amor de mãe todas as outras etapas tbm serão facilmente vencidas.
    Bjuss

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    1. Má, eles ensinam demais, esses danadinhos!! Tô amando aprender, sabia? ^^

      Obrigado, amiga!! Amém, que eu saiba lidar com as etapas de uma forma bem legal, rsrs :))

      Beijão!

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  10. Realmente eles nos deixam mais fortes, eu tb já senti isso com outras coisas!!
    E parabéns pela sua força!
    E mesmo não tendo medo nenuum de agulha tb cai minha pressão por causa do jejum!
    beijos

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    1. É uma beleza, Suzy! E que bom que sabemos reconhecer que nossos babys nos ajudam, não é?!

      jejum é uma derrota na vida da pessoa, ninguém merece, haha...

      Brigadão!!

      beijo beijo!

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