sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Dia estranho, mente inquieta...

Essa semana estou me sentindo bem melhor do que na semana passada, fisicamente falando.
Quer dizer, emocionalmente também, porque até consegui escrever um texto, e depois outro logo em sequência - a coisa está andando, mesmo devagar, mas está. O plano era ter vindo postar ontem a continuação dos aprendizados, porque são coisas que eu realmente não quero deixar passar em branco, mas os planos sempre mudam e acabei não vindo.

E hoje o dia foi particularmente estranho.
Sinto uma saudade absurda do meu bebê, da minha barriga, da gestação. Procuro, com todas as forças, não pensar em que semana eu estaria agora, ou qualquer coisa assim, mas é claro que não dá sempre certo e eu penso um pouquinho, sim. Não me martirizando ou lamentando eternamente, é mais uma... saudade mesmo, entendem? Não tem outra palavra que se enquadre melhor aqui. Antes de engravidar, eu sempre dizia que sentia saudade do que ainda não tinha chegado. Agora, então, é uma saudade real. Doi muito.
E muitas vezes é inevitável pensar, porque tinham coisas que já eram muito automáticas, já faziam parte do meu dia-a-dia: na hora de comer (eu sempre dizia "estamos com fome!!"), na hora do banho, em cada coisinha eu incluía o baby também, era sempre "nós" - e, da noite pro dia, ter que medir as palavras não é fácil. O Cleber também sente falta, ele sempre passava a mão na minha barriga quando estávamos deitados, conversava, dava "tchau" e - a parte que sinto uma baita falta - sempre dizia: "Amo vocês!". Agora, todo dia quando ele diz que me ama, antes de ir trabalhar, eu fico esperando o plural, e ele nunca chega (porque claro que ele se controla, para não me deixar triste). São dessas pequenas coisas que sinto falta. O cotidiano, o que já me era natural.

Apesar de, neste momento, estar numa vibe mais pra baixo, me mantive bem durante boa parte da semana. Mas confesso que muitas vezes eu sinto um vazio, um "e agora?", quando penso nos próximos dias e meses. Porque não é simplesmente "ah, tenta de novo". E o que eu vou fazer até lá? Essa semana ocupei bastante a minha mente, pensei até em retomar umas ideias doidas antigas, quem sabe um projeto novo, não sei. Tenho pensado muito em trabalhar ou fazer um curso, pelo menos temporariamente. Porque com a mente ocupada eu não dou margem à tristeza excessiva e aí faz de conta que o tempo tá passando mais rápido, né? Mas hoje quebrei a cabeça por horas e horas e não soube o que fazer, o que decidir, me senti péssima... (até que, agora há pouco, conversei com a Nana linda e surgiu umas ideias, né querida? Obrigado, de verdade!). Não sei ainda o que vai rolar ao certo, mas sei que vai ter que rolar!

Minha mente está inquieta, meu coração aos "trancos e barrancos" (como diria meu pessoal lá de Minas), e estamos todos - eu, minha mente, meu coração - tentando achar uma solução que agrade todos e que seja para breve.

Espero que o Sr. Tempo colabore.
Prometo vir contar quando descobrir alguma coisa.


9 comentários:

  1. Marina, é normal se sentir assim, pra baixo, às vezes. Você está sendo forte a maior parte do tempo! Quanto às saudades, imagino como deve estar sentindo falta... Mas fica tranquila que tudo vai se colocar nos eixos em breve! Lógico que nunca mais você vai esquecer desse momento, mas a dor vai ser menor e a falta que você sente também.
    Gostei de ver você pensando em novas possibilidades, no futuro e querendo fazer cursos e coisas do tipo! Muito feliz por você! É isso mesmo, vai tentando seguir em frente, flor!
    Beiijo enorme pra você!

    http://embrevemamae.blogspot.com.br/

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  2. ja vivi isso q vc esta vivendo, mas eu, tive uma gravidez anembrionaria.
    A gente fica esperando mesmo esse plurar q nao chega, isso doi demais, mas uma coisa eu aprendi, hj, q tenho meus dois filhos (a primeira esperei 5 anos por ela, e o Isaac veio de surpresa), a gente tem q viver sim o luto, nao dà pra evitar; mas depois nao podemos perder tempo, a vida corre, passa voando. Hoje q tenho os dois comigo, me arrependo dos 5 anos (foram 5 anos chorando sem fazer nada! foi depressao,q durou pouco graças a Deus, depois preguiça, falta de tudo um pouco)q perdi da minha vida sem produzir!
    Hoje em dia por exemplo se eu tivesse traçado metas, estaria numa situaçao melhor.
    Hoje nos estamos apertados economicamente. Nada nos falta, acabamos de comprar um carro q ja deu preju, e eu converso com marido: amor, eu me arrependo de nao ter poupado$$, me arrependo de nao ter viajado com vc nem q fosse um final de semana por mês, me arrependo de nao ter visitado minhas amigas, lido livros, revistas, de nao ter trabalhado! sabe pq o arrependimento? pq depois q Deus operou o Milagre e eu engravidei, nunca mais consegui fazer tudo como eu queria. Falta de grana, de tempo, e tbm pq a gente tem q se adaptar a eles (os filhos), se a gente quer viajar no inverno, cuidado redobrado, as crias podem se gripar, a gente tem mil coisas pra resolver, se queremos viajar no verao, devemos comprar cadeirinhas pro carro, eles nao podem ir sò sentados no banco de tràs...coisas assim, q a gente nao pensa quando estamos vivendo momentos como esse q vc esta enfrentando.
    Espero de coraçao q vc nao fique chateada com meu coment, como eu ja disse, vc deve viver o luto mesmo, è inevitavel, mas tem mil coisas com as quais vc vai se alegrar quando vierem os outros filhotes q vc terà.
    Eu, agora fiz a lista do projeto 101 coisas em 1001 dias, la no meu blog, se vc quizer passar là,serà mto bem vinda, mas se nao quizer, tudo bem, sao sò ideias.
    bjim,

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    1. http://queroeprecisoescrever.blogspot.com/

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  3. Acho que tudo isso deve ser normal, pq vc perdeu alguém querida e alguém que fazia parte de você.
    Acredito que tenha dias melhores e dias que se sinta triste!

    Beijos

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  4. Marina, acho que é assim mesmo sabe. Ninguém tem dias sempre bons ou sempre ruins, vivemos de altos e baixos e a vida vai seguindo.
    Claro que tem pessoas que reclamam a toa, que mal tem problemas e vivem reclamando da vida. Mas o teu caso, tu perdeu algo tão importante, tu perdeu todo o futuro que havia planejado, não deve ser fácil, mas saiba que tu é forte, tu tem me admirado cada dia mais, sem palavras pra ti.

    A vida vai indo assim,um dia de cada vez, uma hora de cada vez. Tenho certeza que pra sempre tu vai lembrar de Bolota, mas a dor vai amenizar e tu vai lembrar com saudade dos belos momentos que passaram juntos.
    Vive tudo intensamente, que eu bem sei que é assim que tu vive. Conversar bastante com a Nana, ela é ótima pra acalentar o coração. (sempre que preciso procuro ela também hehe).

    Beijoos, se cuida.

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  5. Oi Flor, eu sei bem o que está passando, quando vivi isso, nas primeiras semanas eu me sentia perdida, como se a vida tivesse perdido o sentido, a razão, como se eu não tivesse mais o que fazer, para onde ir. Comecei a buscar mil ocupações, voltei para o trabalho, comecei a fazer artesanatos, e voltei para o cursinho, agora tenho tantas ocupações que tenho até medo de não dar conta de tudo.
    Posso lhe dizer que se ocupar ajuda muito.
    Boa sorte nos planos.
    Bjus***

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  6. Oh florzinha, queria muito ter palavras para te acalentar, mas infelizmente elas são difíceis de achar.

    Mas acho mesmo que voce deve procurar alguma atividade para se entreter. Pode ser um hobby, um trabalho ou simplesmente escrever mais. Acho que te fará bem!

    Sei que é dificil, mas tenta deixar o futuro para daqui a pouco. Se concentra no presente, agora. Logo o futuro tá aí, e voce pensa o que fazer. :)

    Beijos

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  7. Oxente! Agradece não! Mas se rolar, eu vou querer um presente feito por você. Sou pidona mesmo!!! hahahaha
    Lembra de Procurando Nemo? "Continue a nadar! Continue a nadar!" Estamos juntas.
    Beijo!!

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  8. Mari querida, de tempo ao tempo e acredito que tudo vai se ajeitar!!!
    Bjus
    http://seraquevousermae.blogspot.com/

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