terça-feira, 13 de agosto de 2013

O relato que eu não queria fazer, nunca - a noite

Segunda - e longa - parte do post sobre a minha perda (a primeira aqui), e que também foi revisado entre lágrimas. Mais uma vez, é favor perdoar erros ou repetições.
Este é um relato sincero e com detalhes de como aconteceu, comigo, a parte fisiológica do processo.
Sinta-se à vontade para não ler, por qualquer que seja o seu motivo. 

À noite - acredito que já era umas 22:00 (ou foi antes?) - minha mãe fez um chá de canela pra mim. Eu odeio chá, não tomo de jeito nenhum. Mas naquela circunstância eu encarei como remédio, como uma forma de fazer com que o processo fosse o mais natural possível. Ela fez meio forte, só consegui tomar uns dois ou três goles pequenos, deixei o resto da caneca de lado. As cólicas iam e vinham, sem muita frequência, e eram perfeitamente suportáveis, como se eu tivesse pra ficar menstruada mesmo.
Comecei a pensar no meu último encontro com a doula, em que conversamos sobre as fases do parto. "Pródromos: continue sua vida normalmente. Fase latente: a coisa vai começar a engrenar. Fase de transição: um dor atrás da outra, quando já está no fim da dilatação, é quando mais doi. Expulsivo: não doi". Juro que me lembrei da Isa me falando isso. A Betina tinha dito que eu ia entrar em trabalho de parto - e foi assim que eu resolvi encarar as dores. Emocionalmente, não gosto de pensar (nem de falar) que foi um parto - pela idade gestacional, porque não foi cheio de ansiedade e alegria para ver o meu bebê, porque não tem bebê aqui agora. Mas fisiologicamente foi um parto - guardadas as devidas proporções, obviamente. E eu não usei em momento algum a palavra aborto - aqui nesse texto é a primeira vez - e nem pretendo usar, porque dá um peso muito maior pro que já é bem difícil.
Eu queria ir dormir, mas o Cleber estava vendo um filme (tentando preencher a mente) e eu não queria sair do lado dele, então fiquei no sofá também. Me aninhei no peito dele e cochilei.

09 de agosto de 2013.
Depois que o filme acabou fomos pra cama, já era pouco mais de meia noite, e as dores estavam começando a ficar mais fortes, bem incômodas mesmo, mas passavam. Eu estava com medo de sair o feto enquanto eu estava deitada e ter que olhar - tinha muito medo mesmo. Perguntei isso pra Betina, e ela disse que provavelmente sairia dentro da bolsa, então eu não veria nada, mas tinha uma pequena chance de estourar e eu ter que ver. Entendam, eu não estava desprezando o meu bebê, de forma alguma, mas na minha cabeça realmente não era mais a Bolota ali, ela tinha ido embora dali pra sempre. E eu não me sentia preparada o suficiente pra lidar com mais aquilo. Fora que eu tinha medo da quantidade de sangue, por causa da minha sensibilidade. Conversei com Deus, entreguei meu medo. Rezei para ter forças para aguentar o que viesse, do jeito que viesse; peguei no sono.

Acordei com uma dor forte e fui ao banheiro, achando que tinha começado. Nada. Mas meu intestino começou a funcionar. Voltei pra cama, para tentar dormir - era 1:30 da manhã. Cochilei, me revirei na cama quando a dor vinha forte. Fui ao banheiro de novo. 2:30 da manhã, vi no celular. E uma hora depois, a mesma coisa, banheiro. Voltei pra cama, devia ser algo depois das 3:30 e antes de 4:00. Não tinha sangue ainda, só um tipo de corrimento marrom, fraco, sei lá. Eu queria ficar o máximo na cama, perto do Cleber, dormir, esquecer. Mas a dor estava aumentando e eu começava a me perguntar se aquela não iria embora, parecia não ter fim. Levantei. Andei pela casa. De tanto ler relato de parto, cismei que queria tomar banho, porque a água quente ajuda a aliviar a dor. Era muita dor - na parte de baixo da barriga e um pouco na lombar. Fui no quarto da minha mãe, mas ela dormia e eu não quis insistir em chamá-la (acordar o Cleber nem passou pela minha cabeça, eu queria que ele estivesse descansado de manhã - vai saber o que ia nos esperar). Voltei pra sala, fiquei de cócoras, tentei mexer os quadris, ficar apoiada na mesa. Nada fazia a merda da dor passar, estava demais. Comecei a sentir calor. Acordei minha mãe, não dava mais pra ficar sozinha. Eu disse que queria tomar banho, e quando ela foi responder, virei as costas e entrei no banheiro, queria vomitar. Sentei no vaso, tirei a roupa inteira (nossa, que calor que eu sentia), senti uma dor profunda... e vomitei. Foi muito intenso. O corpo realmente sabe o que fazer, hoje eu vejo. Minha mãe entrou no banheiro pra ficar comigo. Enquanto estava com a cabeça pra frente - por causa do vômito - olhei entre minhas pernas e vi que tava descendo uma coisa que eu suponho que fosse o tampão, mas não tenho certeza. Era uma coisa como uma "liga", ou uma "gosma" (desculpem as palavras, não sei como dizer isso usando termos mais leves); só sei que desceu e ficou lá, meio parado, como se tivesse empacado. Como que eu ia me limpar e tomar banho daquele jeito? "Mãe, tá descendo uma coisa". Ela disse pra eu ficar lá sentada, então. Minha barriga já era outra, bem diferente do que um ou dois dias atrás. A gente tentava conversar alguma coisa, qualquer coisa, mas não dava. Ela ficou lá em pé, do meu lado, e eu sentada, sem a mínima coragem de levantar. A dor era perfurante. Me lembro de dizer, em algum momento: "parabéns pra mim", ainda esboçamos um sorriso. Ela disse parabéns e eu disse que era um renascimento - precisava acreditar nisso. Nessa conversa - que eu ainda disse que "nem havia nascido ainda", porque era umas 04:30 da manhã, e eu nasci 06:20 - a dor passou. Ficou uma espécie de peso, mas a dor cessou. Aí, quando eu não esperava nada, senti uma coisa assim: ploft!, literalmente. De dentro de mim, pra fora. Senti "uma coisa" (que eu ainda não sabia o que podia ser) passando pelo canal. Foi rápido e não doeu. Fiquei surpresa com aquilo e avisei minha mãe. Olhei rapidinho e vi, de novo, aquela gosminha, mas dessa vez com um pouco de sangue. Eu ainda queria tomar banho, achava que tava só começando, não tinha muita noção das coisas - mas sim, já era o "expulsivo", e pelo tamanho que senti passando, era mesmo o feto indo embora, junto com a bolsa, mas não pensei mesmo nisso na hora. Pedi água e minha mãe foi buscar. Não sabia mais se sentia calor ou frio. Pedi uma bolachinha de água e sal, porque comecei a perceber que minha pressão dava sinais que estava caindo. Comi um pedacinho só. Eu precisava deitar, não estava nos planos desmaiar no banheiro, ainda mais naquelas circunstâncias. Minha mãe trouxe uma blusa de um pijama dela e eu disse que precisava mesmo sair dali. Decidi que não queria nem me limpar, pra não ter contato com nada, e nem olhar pro vaso quando levantasse (minha mãe disse que olhou, mas como a água estava escura, não conseguiu ver o tamanho, nem nada). Coloquei a calcinha (com absorvente) e fomos pra sala. Foi o tempo exato de eu não desmaiar (depois ela contou que eu fiquei bem branca). Deitei e coloquei as pernas pra cima, pra circulação voltar. Ela trouxe uma cobertinha pra me embrulhar - estava com frio e a dor tava começando a voltar - e eu coloquei uma parte dela embaixo de mim, pra proteger a capa do sofá de algum acidente. Fui me esquentando e relaxando. Depois de um tempinho, foi me dando sono - talvez pelo cansaço, ou por não ter dormido nada, não sei. Já devia ser algo em torno das 05 e pouco da manhã. Dormi no sofá. Minha mãe sentou e coloquei as pernas no colo dela, e ela também dormiu.

Acordei quase 07:00, eu acho. Fiquei deitada mais um tempo, meio dormindo, meio acordada. Mas me deu fome. E vontade de fazer xixi. Meu pai já tinha acordado e veio me dar um abraço pelo meu aniversário. Levantei devagarzinho e fui ao banheiro. Achei que estivesse bem suja de sangue, mas não estava. Tinha um sangramento, claro, mas algo dentro do normal, digamos assim. O Cleber levantou, super preocupado comigo. Me deu um longo abraço - pelo aniversário e por todo o resto - depois fomos tomar café da manhã. Disso eu lembro, pois eu queria especificamente pão "na chapa" e café com leite, e assim foi.

Passei o dia todo em casa. O sangramento não aumentou demais, mas ficou constante. Eu estava muito triste, mas não chorei o tempo todo. Fui andar lá embaixo um pouco com o Cleber, mas voltamos logo porque não estava tão bem assim. Não quis falar com ninguém no telefone, porque estava muito sensível mesmo, então todas as ligações que recebi pelo meu dia - de pessoas que sabiam, ou não, do ocorrido - foram atendidas pela minha mãe. À tarde, enquanto ela falava com a minha vó (mãe dela), que sabe um monte de receitas de chás, pra tudo (depois eu conto disso), chegou a encomenda que eu tinha feito de um gorrinho lindo de coruja, pra ajudar no parto do Raul. Ainda veio uns tsurus lindos, e uma cartinha escrita à mão (obrigado, Débora!). Minha mãe começou a chorar quando viu, teve que desligar o telefone. A abracei e disse que não precisava ficar assim - mas ela ainda não havia chorado nada, então deixei. Depois eu também chorei.
A Isa ia vir aqui em casa, mas teve que atender um parto de última hora. Me ligou perguntando se por mim tudo bem ela ir, se eu estava bem (fisicamente), e como eu disse que sim, ela foi. E ficou de vir no sábado.
À noite, minha tia, minha prima, com o marido (irmão do Cleber) e o filhinho deles, que fazia dois anos naquele dia, junto comigo, vieram pra cá. Foi difícil. Não pela presença deles, ou por ver um bebê-quase-criança. Mas era uma alegria que eu não sentia. Chorei no quarto, com o Cleber, pra que ninguém visse.

No sábado, dia 10, a Isa veio aqui me ver e foi ótimo. Conversamos, rimos um pouco. Ela almoçou aqui, ouviu alguns causos da família. Me fez super bem mesmo. Eu ainda estava com medo da coisa desandar, fisiologicamente. Não tinha mais dor, só umas cólicas leves de vez em quando, e o sangramento ora ficava pouco, ora aumentava. Eu tinha medo de ir no hospital e eles me internarem. Resolvi, então, ir na Casa Angela, assim eu aproveitava pra contar o ocorrido. A Isa teve que ir embora, e fomos todos - meus pais, Cleber e eu - na Casa. A Fran, mesma EO da última consulta, estava lá. Mediram minha pressão, ok. Temperatura, ok. Ela ficou muito triste por nós. Disse que eu podia sentir a minha dor, sim, e que na hora certa viria outro bebê, mas que um não iria substituir o outro, e outras coisas mais. Daí foi examinar meu sangramento, e disse que estava dentro do esperado mesmo. Disse até que podia vir mais, mas que meu corpo estava sendo perfeito. Me deu uma guia pra fazer um ultra quando o sangramento acabar.

E foi isso.
Muito triste. Muito intenso. Muito dolorido.
E não posso deixar de achar que foi até rápido também.

À noite, ainda fomos num restaurante, tentar espairecer - essa está sendo a meta de vida do Cleber, não me deixar cair. Senti uma tristeza lá, quase chorei mesmo, mas segurei. Foi coisa rápida a saída.
No domingo à tarde dei uma caída, sangrou um pouco mais, e fiquei um bom tempo deitada. Chorei mais um pouco.
À noite, entrei em parafuso, achando que eu era uma merda e que não tinha me despedido direito da Bolota, que eu tinha agido errado. O Cleber conversou comigo, disse que eu tinha feito tudo que podíamos, que eu tinha rezado por ela, e até me lembrou que eu esperei o tempo dela, pois não fui ao hospital induzir, que tudo aconteceu no tempo de Deus, no tempo da natureza. Chorei mais.

Ontem a rotina voltou ao normal. E nem chorei muito, só um pouquinho quando fui tentar escrever uma carta pra ela, mas não consegui terminar.
Hoje passei o dia escrevendo esse relato - tendo que parar pra secar as lágrimas, comer e espairecer um pouco com outras coisas. Acho que a palidez tá passando aos poucos.
Parece que tá tudo meio distante, meio vago, meio turvo.
E estamos indo assim, um passinho de cada vez, porque ainda não consigo olhar pro futuro.
Mas um dia eu hei de conseguir.

23 comentários:

  1. O futuro é um lindo jardim florido! Acredite.

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  2. Vai passar flor, tu vai conseguir um dia falar nisso sem chorar. No momento chora mesmo, bota pra fora.

    Força flor.

    Beijo

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  3. Marina, terminei de ler o relato com lágrimas nos olhos. Acredito que colocar tudo pra fora ajuda a entender o que aconteceu, a organizar as ideias e, aos poucos, ir aceitando.
    Me faltam palavras para comentar. Mas saiba que tens o meu apoio e que estás em minhas orações. Como a Camila disse no comentário acima, o futuro é um lindo jardim florido. Pode não parecer, agora, que seja. Mas verás que é quando tudo isso passar.

    Que Deus continue te dando força, não só a você mas a toda a sua família.
    Beijo grande e abraço apertado.

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  4. Minha linda e querida amiga. Fiquei todos esses dias com o pensamento em ti, em vocês e com o coração na mão. Imagino que não tenha sido fácil (e ainda não é), mas, mais uma vez, tu mostra a pessoa que és e eu admiro cada vez mais. Que força, que plenitude, quanto amor em ti, nas tuas palavras.

    Agora não fica te preocupando, tentando achar respostar ou tentando ficar bem, ou fingir estar, como tu disse, tu tem o teu tempo e ele é só teu, diferente do meu e de qualquer outra pessoa. Curte teu momento, chore se tiver vontade, ria quando sentir vontade, sem culpa.
    A tua Bolota veio, fez o que tinha pra fazer e ensinou tudo que podia. Tenho certeza que vai continuar ensinando, mesmo não estando mais aqui de corpo. Sei o quanto tu aprendeu nesse tempo, o quanto tu e teu marido, juntamente com tua família, evoluíram em toda essa trajetória.

    Desejo agora muita paz no teu coração, nos teus dias. Tudo vai se ajeitando com o tempo, a vida vai tomando um rumo e quando a gente vê as coisas voltam pro lugar.

    Sabe que se quiser/precisar conversar estou sempre disponível.
    Beijos e abraços bem apertados, com todo meu carinho e amor.

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  5. Marina....como já disse não sei nem o que te falar...espero que Deus conforte o seu coração...estou aqui orando muito por vc....bjs!!!

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  6. Mari, não tenho muito o que te dizer porque conheço esta dor, saiba que vc pode fazer tudo pela bolota, vc o amou demais, e deixou que ele fosse no tempo dele, meu bebê não conseguiu, fiquei um mês esperando a sua partida, e não tive sintomas algum, tivemos que induzir.

    SAiba que este momento o melhor a fazer é colocar para fora, chorar quando der vontade, sentir saudades, graças à Deus vc tem uma família linda que está ao seu lado, um marido que te apoia, e que não irá te deixar cair, sinto um grande orgulho das atitudes dos nossos maridos, o meu que é super sério, virou um palhaço, me fazia rir até do jeito de andar e o seu está ao seu lado te mostrando que vc´s fizeram de tudo, e que agora é um passo de cada vez, acreditar e seguir em frente.

    Saiba que vc é muito especial, porque é a mãe de um anjo, um anjinho que precisava recarregar as energias com muito amor, e vc tenha certeza que o ajudou muito.

    Com o tempo a dor ameniza viu, ela não passa, mas vc irá aprender a conviver com esta ausência não consentida.

    Beijos

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  7. Meu Deus!! Que relato lindo, emocionante!! Que força!! Te admiro, mesmo sem te conhecer!! Aconteceu comigo de perder também e eu estava de 07 semanas!! Me vi, muito no seu relato!! Faz 06 meses e ainda dói!! Mas a dor fica uma saudadinha e um fundo de esperança sempre!! Se pudermos conversar eu te conto minha historia!! Segue meu email: danielle_miguel@hotmail.com. Um enorme beijo, cheio de carinho....Dani

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  8. Oi Flor, me identifiquei bastante com seu relato, sofri praticamente as mesmas coisas, e não consegui segurar a emoção, dia 17/08 faz um mês que minha sementinha se foi, hoje consigo contar sem chorar, mas as vezes bate uma tristeza, confesso, mas Deus sempre coloca pessoas abençoadas que me dão animo para continuar.
    Deus tbm te dará o conforto necessário.
    Bjus***

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  9. Que Deus te ampare nesse momento difícil, o tempo é o senhor das mudanças, tudo passa...muitos bjs de quem sorriu, chorou com vc até aqui...bjs Aline-RJ

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  10. Ô Marina, que tristeza! :( Mas você é forte e isso vai passar! Beijos!

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  11. Não me lembro de um acontecimento que tenha mexido tanto comigo quanto a tua perda. E que força, minha amiga! Como disse a Nana no comentário no outro post, temos que te agradecer por compartilhar o relato com a gente.
    Você é uma guerreira maravilhosa e sigamos até amanhã de manhã.
    <3

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  12. Estou prestes a chorar tamanha intensidade do relato. Impossível não se abalar, impossível não se comover. Como a Nana disse, já amava a bolota e realmente tem sido doído!
    Vc é forte, vc tem o Cleber ao seu lado, seus pais e milhares de amigas que te ajudam, de uma forma ou de outra!
    TEnha força, amanhã de manhã o sol voltará a brilhar!
    bjsss

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  13. Mari mais uma vez lhe mando energias positivas e um forte abraço.... de tempo ao tempo e você vai superando o que aconteceu....Força!!!
    Bjus
    http://seraquevousermae.blogspot.com/

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  14. Mari, como a Nana disse, obrigada por compartilhar da sua dor, por confiar sua história à nós, por dividir sua vida conosco.
    Muitos acontecimentos fogem ao nosso entendimento, mas acredito que tudo tem uma razão, um motivo, há provas que temos de passar.
    Desejo a você muita muita força, muito acalento, muita luz e muito amor!
    Conte comigo sempre!
    Bjuss

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  15. Marina, como já disse, nem calculo como esse processo deve ser difícil, dificílimo. E você está passando por ele como uma guerreira, como a super mãe que você é, como muito bem disse a sua doula. E ainda com a generosidade de compartilhar. Admirável mesmo.
    Não se cobre pressa nenhuma em olhar pro futuro, em nada. O momento é de se respeitar muito e absorver muito essa corrente de afeto que se formou ao seu redor. As vibrações seguem, e não vão cessar!
    Beijo grande

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  16. Chorei contigo lendo os teus relatos. Tenha fé, Deus sabe o que faz e você foi maravilhosa, muito corajosa e deixou que tudo acontecesse no tempo da Bolota. Você foi guerreira! Rezo pra que Deus acalente o teu coração e do da tua família. Por mais que tenha sido curto, seu tmepo com a Bolota foi especial e com certeza essencial na sua vida e na curta vida dela, tenha certeza! Fique com Deus!

    Laura
    http://contandodiasparatervoce.blogspot.com.br/

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  17. Tudo passa, tudo passará! Como vc mesmo disse.... Tenha Fé em Deus. bjs

    http://meumilagrerealizado.blogspot.com.br/

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  18. -eu sinto muito é uma dor que só quem passou pode entender
    por isso chore tudo o que vc tem que chorar coloque tudo pra fora...
    e não fique com medo do futuro..pois Deus tem um plano lindo pra sua história

    beijos fica bem!

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  19. Parece que a dor nunca vai acabar, mas acaba...chora, põe pra fora, divide com quem quer te ouvir...
    Bolota cumpriu a missão pra qual foi destinada, e você iniciou uma das mais difíceis...espero seu tempo, viva sem pressa, quando o próximo bebê vier, será muito bem dindo.

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  20. Querida,
    nada do que eu te falar agora vai fazer melhorar a sua dor.
    Já passei por isso, sei como dói.
    Então mando aqui muita energia positiva e um abraço quente daqui do Sul.
    Um beijo grande,
    De. e Ben!

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  21. Marina, tudo bem?
    Depois de ler seu comentário no meu blog vim aqui ver o que tinha acontecido com você e a história partiu meu coração. Posso imaginar o tamanho da sua dor. Embora seja clichê e embora eu tenha certeza de que você já ouviu isso muitas e muitas vezes, a natureza é perfeita e sabe o que faz. Tenha paz no seu coração para reunir forças e tentar de novo. Um novo bebê nunca substituirá o outro, mas recomeçar é preciso, sempre. Estou aqui torcendo por você. É uma pena não termos nos conhecido aquele dia em que estávamos tão pertinho, mas tenho certeza que teremos outras oportunidades. Quem sabe lá mesmo na Casa Ângela quando estivermos esperando novos bebês? Rs. Força para você, viu? Beijo enorme!

    Vanessa
    http://casacozinhaefraldatrocada.wordpress.com

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  22. Nossa!!! Nem preciso dizer que li isso aos prantos!!!! Quantas semanas vc estava quando isso aconteceu?

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  23. Ja pasou muito tempo desde o seu relato, chorei aqui lendo, eu estou esperando um bb o segundo ja tenho uma menina, tive um baita sangramento fiz o us e estava tud bem, mas fica esse medo grende aqui no peito. medo da proxima ultra, medo de nao ouvir os batimentos, medo de tudo. Espero que esteja tudo bem com vc, que tenha superado. quanto a Bolota ela sabe o quanto foi amada, da pra sentir no seu relato, mesmo quando não havia mais esperança ainda ainda vcs a amaram e respeitaram. tudo de bom pra vcs

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