terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Morfológico do 1º trimestre

Voltei, gente! \o/

Hoje foi o dia de encontrar, mais uma vez, meu baby-baby na telinha. E aquele frio na barriga de nervosinho que dá antes desses exames? Ontem à noite eu andava pra lá e pra cá, lavando louça onze da noite, hahaha. Mas nem era medo nem nada ruim, só uma coisinha boa mesmo, que fazia um tempo que eu não sentia.
Marido foi comigo, sempre bom a companhia dele.
O exame estava marcado para 11:30 e eu fui atendida uns 40 minutos depois. Pra que manter o horário, né, minha gente? Esses laboratórios me irritam, mas ok.

Entrei na sala, deitei e adivinhem só: senti minha barriga muito mais dura do que de costume. Tipo mais aparente, sabem? Não que ela não ficasse antes, não que eu não sentisse meu útero antes, sentia sim, sempre tive essa sensibilidade com meu corpo. Mas dessa vez foi diferente - e justamente numa sala de exame, rs. Eu nem precisava tocar nem olhar, sabia direitinho onde estava o útero, assim que deitei até comentei com marido. Coloquei a mão e foi muito louco, aquela parte durinha, toda aparente, dava mesmo pra ver abaixo do umbigo mais estufadinho. Foi tão gostoso, parecia que o bebê já estava esperando pelo exame, haha.

E dito e feito. O médico mal colocou o aparelho na pança e logo o baby apareceu na tela, todo lindo e grande. Como crescem, né gente? 81mm de pura gostosura, rs. Todo formadinho já, lindo de ver. Vimos tudo separadinho - e aquele monte de costelinhas, meu Deus? Como pode, né?! Coraçãozinho a todo vapor, TN normal (ao que tudo indica), medidas e circulação sanguínea também normais. Ele disse que minha placenta já está "bem formada", pensa numa mãe que ficou se achando? haha. Tudo dentro do esperado e desejado, graças a Deus.

Pelas minhas contas (que são baseadas no primeiro ultrassom que fiz, com 5 semanas e 5 dias, visto que meus ciclos são maiores, ovulo "mais tarde" e, por isso, a idade gestacional não bate com a DUM), hoje estou com 13 semanas e 4 dias. Pelas medidas da anatomia do baby, o médico disse que são compatíveis com 14 semanas. Espichado que só vendo, rs. Continuo contando pelo primeiro ultra, porque a partir de agora cada bebê tem seu ritmo de crescimento e podem ocorrer pequenos erros mesmo.

Baby está sentado na barriga da mamãe, de boa na lagoa, e o médico não conseguiu pegar um bom ângulo para vermos um possível palpite do sexo. Eu perguntei, mas também não insisti. Engraçado que antes eu tava toda curiosa pra saber, agora nem tô mais, apesar de ainda pensar em quem será que me habita. Não sei se espero o próximo morfológico ou não, nem vou decidir isso pra já. Na outra gestação eu estava mesmo toda tranquilona, quase querendo esperar o nascimento, rs, mas nessa realmente não tô planejando, tô tranquila mesmo.
Muitos ultrassons podem mais agoniar do que tranquilizar, isso eu sei muito bem, por isso nem pretendo fazer milhões. Confio no meu corpo e na natureza. Conheço as evidências científicas sobre o assunto. E, também importante, confio na minha médica - que não vai me empurrar uma cesárea por bebê grande, circular de cordão ou qualquer baboseira que inventam toda hora. Se eu estiver nesse ritmo que estou hoje, toda calma e feliz, espero tranquilamente; se não, não. Vamos aguardar o próximo episódio...

Mas agora deixa eu postar uma foto do ultra, pra vocês comprovarem como eu ando comprometida com esse negócio de fabricar gente fofa.



e eu sempre acho que a imagem no papel é diferente da que vejo na telinha; o ao vivo é bem mais legal, né?! rsrs...


Ah, só para registrar: de ontem pra hoje tive um sonho muito delícia, com um bebê bochechudo e com dobrinhas todo grudado em mim. Não tem como não ficar toda bobinha, com um sorriso no rosto, né?!


Beijos e boa noite, gente linda. Nos falamos nos comentários o//

domingo, 12 de janeiro de 2014

13 semanas e uma afilhada linda

Completamos 13 semanas de amor!
Posso dizer que essa semana os incômodos praticamente sumiram #todascomemora. Quase nadica de nada de enjoos - só aparecem de vez em quando pra me lembrar quem é que manda aqui, haha.
O calor que faz nessa cidade (no país, em todo lugar) está demaaais da conta. Fico imaginando que pras grávidas de barrigão não deve tá nada fácil - pra mim, pelo menos, com uma mini-barriga, não está, rs. Apesar disso, até que meus pés não tem inchado, o que já é bem bom.

Aquilo que eu senti no fim de semana realmente foi embora. Tanto que nem pensei mais em antecipar o ultrassom nesses dias e me surpreendi quando me dei conta de que o exame "já é" na próxima terça. Se fosse pra esperar mais seria tranquilo. Vai entender a cabeça de uma gestante... rs. Mas é na terça mesmo, não tem como ser depois porque eu já vou estar no limite do que pedem, então, depois disso com certeza venho aqui contar como foi o nosso encontro pela telinha.

Como eu comentei em outro post, minha afilhada, que tem 5 anos, está passando uns dias aqui em casa (serão 15 dias, no total) e está indo tudo bem. Bem cansativo. Ela é uma criança tranquila no quesito ficar longe dos pais, mesmo sendo a primeira vez que isso acontece na vidinha dela, não está dando trabalho nenhum. É muito carinhosa. Beija, abraça, quer - e faz - carinho. E adora fazer cócegas na minha barriga e dizer que "a priminha" está rindo e gostando. Ain, morro de amor! rs. Ela conversa com o bebê, faz perguntas. Na sexta eu contei pra ela que o bebê tá dentro d'água, se refrescando nesse calor, e ela ficou surpresa mas logo concluiu que "a bolha" no qual o bebê está dentro é pra proteger. E acredita que tudo que eu como vai direto pro bebê (meio que literalmente, no caso, porque ela descreve o bebê mastigando e gostando, haha).
Fala mais do que uma matraquinha, tem um "causo" pra tudo e pra nada (no caso do nada, é pra tentar te enrolar quando quer ganhar um tempinho mesmo, rs). E um sotaque nordestino que eu adoro!
Mas não se deixem enganar pela carinha de anjo e vozinha fina, viu? A criança é fogo, minha gente. Fogo na roupa, na casa, nos cabelos, no prédio. Tem que ter uma dose extra de paciência - o que me falta, algumas vezes, porque os hormônios estão em ebulição aqui dentro, uma loucura total.
Por causa desse ritmo mais frenético, juntando com o calor que fez essa semana, chega o fim do dia eu quero mais é cair na cama e por lá ficar - de preferência com um ventilador na minha cara. Vocês fazem isso? Nem eu, hahaha. De noite a menina pega fogo, ainda tô procurando o botãozinho que desliga essa máquina. Haja imaginação pra entreter e depois desacelerar esses pequenos!...
Então assim, nem sempre é fácil, mas posso dizer que é beem gostoso. Vou sentir falta quando ela for embora.


Helena e eu. Dizem que é a minha cara, rs...

E a pança? Continua crescendo, firme e forte, haha. Quer dizer, não acho que esteja enooorme, mas já dá pra aparecer um pouquinho - embora não o suficiente pra me fazer pegar as filas preferencias, ainda, haha. 
Eu a sinto durinha desde o início, no baixo ventre. Mas só agora tá ficando mais redondinha, com carinha de barriga de grávida mesmo; e o peso vai mudando também. E sinto que ela fica maiorzinha e (ainda) mais dura/firme no final da tarde, é uma delícia! 
Olhem só como estamos...

Estamos crescendo, gente! \o/

E é isso, minha gente. Na terça (ou na quarta) eu volto com notícias do ultrassom. 
Uma semana linda pra nós \o/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Coisas boas

Meninas, como vocês são lindas, hein?! Esse meu puxadinho aqui só me enche de amor - e sim, vocês são responsáveis por isso. Obrigada pelo apoio no post de ontem.
Mas aí fiquei achando que, nessa gestação, tenho escrito muito sobre o medo e pouco sobre todo o resto. Na verdade, tenho escrito pouco sobre tudo, no quesito quantidade e frequência dos textos mesmo. Vamos ver se a gente muda isso de lugar.

Vai parecer contraditório, mas essa gestação está bem mais tranquila. Eu tenho (tive, vamos deixar no pasado, rs) os picos de medo, que aconteceram, de forma maior, umas duas vezes, mas no restante do tempo tem sido bem legal.

No começo, não quis contar pra ninguém porque precisava desse tempinho. Aos poucos, a família e alguns poucos amigos foram sabendo e ficaram todos super felizes. Mas assim, eu não saí ligando pras pessoas pra contar, foi tudo de uma forma natural, digamos assim. Tanto que grande parte da minha família de Minas só soube quando cheguei lá, agora pro Natal. E, não me perguntem como estou conseguindo, mas ainda não divulguei no meu perfil do face a notícia do ano. Fui deixando pra postar depois, depois... e até hoje não mencionei nada. Então tem gente que ainda nem sabe, ou só desconfia. Daqui a pouco vou compartilhar, até porque com a pança crescendo não tem jeito, haha. E nem é porque tô com medo ou coisa assim. Tá gostoso mesmo essa coisa mais nossa, mais íntima. Eu adoro as torcidas e os bons desejos que vem de todos os lados, adoro! Mas menos perguntas nesse primeiro trimestre foi fundamental. Eu me permiti sentir medo quando ele veio, assisti pela janela ele indo embora - como ontem ele foi, e assim seguimos com os outros sentimentos também.

Estou aprendendo, ainda mais, a confiar no meu corpo, que já o sei incrível e capaz. Constatar isso a cada coisinha que acontece é ainda melhor. Estou me conectando mais comigo, pra não precisar que aparatos externos me digam que está tudo bem. Como eu disse ontem, não quero correr prum ultra a cada suspiro que eu der. Pontadinhas, sensações, sonhos, pensamentos e, principalmente, a minha intuição, tudo me leva prum caminho de autoconhecimento que é só meu.

De uma certa forma, não existe uma ansiedade gigante de que o mundo saiba a revolução que está acontecendo aqui dentro. Eu estou mais calma e tá muito gostoso assim. Eu faço massagem na barriga, passo óleo, cremes, converso com a barriga. É tão bom! É ainda a mesma sensação de quando eu decidi não contar pra ninguém logo de cara. Um coisa meio doida, como se eu sentisse que o bebê precisasse mais do meu tempo dedicado a ele, olhando pra dentro (e, portanto, pra ele), do que contando pro mundo e olhando pra fora. Uma coisa nossa, no nosso atual ritmo. Vai chegar esse momento, de anunciar pra cidade toda (tá chegando, na verdade!), e vou aproveitar também, ô se vou! rs; curtir cada momento do jeito que eu sinto que tem que ser é delícia.

Uma das melhores partes é a minha disposição. Estou super bem disposta pra andar, fazer coisas e tudo mais. Acho que mais do que quando eu não estava grávida, mas essa parte a gente abafa, haha. Ainda não estou me exercitando regularmente, porque a Cátia disse que íamos avaliar isso na próxima consulta. Mas não vejo a hora de ser liberada oficialmente e voltar pras atividades. Nesse dezembro eu andei pra caramba (teve um dia que quase desmaiei no ônibus, por causa do calor imenso, mas mami estava comigo e me socorreu), lá em Minas fizemos um dia uma caminhada muito boa também, na nossa roça. Ar puro é outra coisa, né minha gente?

Marido tá um lindo, como sempre. Super paciente e carinhoso, além de bem presente sempre. Esse apoio e essa parceria são fundamentais pra mim. Os momentos dele com a barriga são muito fofos.
Já comprei algumas poucas coisinhas, mas essas vou deixar pra contar em outro post, que aí coloco fotos também. Minha mãe deu um macacãozinho lindo, todo pequenininho, uma fofura. Tenho pensado em algumas coisas do quartinho e já já eu começo a colocar a mão na massa.

E é isso, por enquanto. Em breve volto com mais novidades :)

nossa tradicional caminhada 

trilha com estilo :P

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

12 semanas e o encontro com a própria sombra

Ei, gente linda! Demorei, mas voltei o//
E aí, como vocês estão? As festas foram boas? Tudo certinho?
A minha viagem foi ótima, descansei um monte, super necessário. Foi bem legal a distribuição daquele mundo de presentes, e os das crianças lá da roça, muita emoção: elas amaram! E as meninas nem queriam abrir o pacote, achando lindo o embrulho. Valeu a pena meus dias dedicados a isso :)
Daí que marido e eu íamos voltar de Minas mesmo, mas num dia acordei e cismei que queria ir pra Aracaju também, ver meu irmão e tal. Entrei na internet e adivinhem? Achamos uma passagem que não valia um rim, iupii!! Isso mais as milhas do meu lindo pai, possibilitaram que subíssemos com eles de carro até Sergipe. Ficamos 3 dias lá. No dia 01, 01:30 da manhã (sim, logo depois da virada!! rs) voamos de volta pra casa.
Meus pais chegaram ontem (05/01) e minha afilhada linda veio junto, vai passar uns dias aqui com a gente.

Nosso paraíso familiar - e esse céu lidimais das Minas Gerais.

Mas agora vamos falar da gestação \o/
Pelo primeiro ultrassom que fiz (com 5 semanas e 5 dias), sexta-feira entramos na 12º semana! Uau, até que passou rápido, né?!
Os sintomas deram uma boa acentuada. Quer dizer, durante a viagem (a ida mesmo, de carro), não foi fácil comer em qualquer ponto de parada. Ainda bem que compramos bastante coisa pra ir comendo no caminho, foi o que me salvou.
E nessa semana até consegui passar o café, um verdadeiro milagre, visto que antes eu não podia nem sentir o cheiro de longe. Mas ainda não estou podendo pensar muito em sorvete da kibon (não falem o nome tablito, ainda mais o de massa - sim, é o meu preferido - porque meu estômago revira na hora. Não tá fácil ser eu, haha). Ainda é difícil comer carne todos os dias (a não ser peixe). No mais tá tudo bem.

Vacilei e não deixei marcado ainda em dezembro o ultrassom morfológico do 1º tri. Pense numa dificuldade pra encontrar vaga e/ou um lugar que não me arranque os olhos da cara? Meu convênio ainda não cobre o morfológico, só acaba a carência em fevereiro, e nos lugares que liguei perguntando custava uns 600,00! Eu não sei vocês, mas eu não pago 600,00 num exame nem aqui nem na China! Ou então, quando achava um que eu pudesse pagar, não tinham vagas para as datas que eu podia. Consegui, depois de muita labuta, uma vaguinha semana que vem, dia 14, já nas vésperas de fazer 14 semanas (ou seja, a data limite!).

Nesse primeiro trimestre, me senti um recém-nascido, completamente. Muitas sensações, o tempo todo. Muita incapacidade de transmitir ao mundo o tanto que se passa aqui dentro. Muito choro quando a coisa aperta e quando a coisa afrouxa também. Um pouco de dificuldade de lidar com a comida - e às vezes, sentir fome sem conseguir comer (e daí, então, fazer a única coisa que resta: chorar!). Ou seja, se é assim pra nós, adultas, imaginem pros bichinhos que acabaram de chegar nesse mundão? Tenhamos paciência com nossos recém-nascidos. Eles só precisam de amor e muita paciência - experiência própria!

E aí, quando a gente acha que está tudo bem, que está ficando tudo mais brando, já imaginando as alegrias do segundo trimestre, ela aparece pra me assombrar. Ela, a temida, a horrorosa, a coisa-ruim... a sombra! A nossa própria sombra. Aquela, que todas temos, e que só se revela quando estamos sensíveis e desprevenidas.
De vez em quando aquele medinho básico de passar pela mesma coisa duas vezes bate aqui na porta, mas eu vejo logo de quem se trata e ignoro; normal, fazia parte do script. Eu estava bem, levando numa boa essa gestação.
Mas nesses últimos dias a coisa pegou. Acho que ela entrou pela janela, enquanto eu dormia, só pode ter sido isso. Durante uns dois dias (sexta e sábado, eu acho), mais ou menos pela hora do almoço, a coisa começou a pegar e eu ficava com medo. Ontem não sei o que aconteceu, só sei que acordei com uma dor no corpo horrorosa, coisa péssima mesmo, do nada. E com a cabeça pesada. Achei que ia gripar, ou coisa parecida. Quando almocei, botei tudo pra fora imediatamente. Vomitei um monte e, estranhamente, me senti um pouco melhor, menos pesada. Mas o corpo doeu o dia todo, sem trégua. Consegui comer pouquíssimo. E junto com tudo isso o medão bateu. "E se tiver acontecendo alguma coisa errada?", "e se já tiver acontecido?", "não quero saber o que está acontecendo porque minha médica tá viajando e quero o apoio dela pra qualquer coisa", "quero fazer um ultrassom imediatamente!". Um inferno, minhas amigas! Não sei como marido me aguentou. Mas assim, não dura o tempo todo-todo minuto. É um intensivão e depois passa. E depois volta. E depois passa.

Conversando com marido, percebi que esse medo sempre vem na mesma hora. Adivinhem qual? A hora em que eu soube, pelo ultra, que bolota já tinha ido embora. Sombra, minhas caras, sombra. E também sei que tá chegando a "data-limite" que se instaurou na minha cabeça: 14 semanas (e não sei quantos dias). Porque foi quando as coisas começaram a parar de evoluir da outra vez.
Vejam bem, eu não acho que um raio caia duas vezes de maneira tão igual no mesmo lugar. Se fosse pra acontecer algo ruim (todas bate na madeira 50 vezes) teria que ser diferente, não é? Estou me agarrando nisso. Mas a minha insegurança se reside no fato de que, da outra vez, mesmo estando tão ligada na gravidez e me sentindo conectada com bolota, tudo aconteceu lentamente aqui dentro e eu não me dei conta. Não me culpo por isso, era pra acontecer, eu sabendo ou não. Mas e o medo de não sentir nada de novo? Entendem qual é exatamente o meu medo? Claro que, depois de passado o fato, eu puxei pela memória e percebi umas coisas que saíram dos trilhos, disfarçadamente, naqueles dias prévios. Mas assim, não foi nada que me fizesse ficar com a pulga atrás da orelha, eu estava toda zen naquela época, rs. Então, quando percebo, já estou procurando qualquer sinal de sintoma de que algo não vai bem. Durante a viagem, lá em Aracaju, senti umas dores de cabeça (que pode ter sido por fome alimentação fora de hora, ou sono, ou a falta do meu óculos de leitura que não uso há tempos, porque quebrou), mas já senti um frio na barriga. Hoje eu acordei achando que meus peitos diminuíram, que minha barriga tá pequena, que um monte de coisas (aqueles sintomas de ontem sumiram em algum estágio do meu sono, acordei bem!). Até chorei. Minha mãe achou que eu tinha que ir no médico, contar dessa angústia, mas médico de plantão em ps eu prefiro não arriscar. Nessas horas eu sinto falta da Casa Angela, que era um lugar que eu poderia correr nesses momentos (eu estava deixando pra ir lá, ou decidir se iria, mais pra frente). E assim, até tem aquela clínica que eu faço ultra sem precisar agendar, mas queria um lugar melhor, com uma imagem mais bacana, sabem? Por isso não fui lá fazer o morfológico. E não quero correr pra lá a cada medinho que eu venha a sentir, pra verificar se tá tudo certo. Não vou usar isso de muleta, não faz bem nem pra mim e muito menos pro baby. Estou ocupando minha mente, tomando meu homeopático para acalmar o coração (tinha deixado de lado nessas férias) e seguindo em frente. Agora à tarde já estou bem melhor, posso até dizer que já sem o mesmo medo de cedo. Vou tentar levar assim até terça que vem e caso a coisa aperte demais, eu vejo o que faço. Mas já entendi duas coisas: a primeira é que todos os sentimentos passam, sendo bons ou não. A segunda: medo não salva ninguém. Independente do que eu faça, o que tiver que acontecer, vai acontecer. Porque isso não está nas minhas mãos. E de alguma forma, isso me deixa mais calma.

"minha primeira vez na praia"

"mamãe colocou a mão na minha frente, mas estou ali ó, estão vendo?"

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Então é Natal . . .

Então eu sumi, né gente? Muito batido essa coisa de dizer que a culpa é da correria do final do ano... mas é a mais pura verdade. Acabei me desligando um pouco da internet porque o ritmo aqui desse lado estava bem intenso.

O fato é que eu adoro esse clima de Natal. Adoro as luzes na cidade e na minha árvore de natal. Adoro essa sensação de recomeço, de família junta, de confraternização entre quem a gente gosta, de férias, entre tantas outras coisas. A Dani escreveu um texto ótimo, dizendo que não acha legal deixar tudo pro outro ano, que sempre pode ser tempo de começar algo novo (entre outras coisas), e eu concordo super com ela! Começo e termino coisas o tempo todo, quando eu bem quero, ou não. Mesmo assim gosto muito do final do ano, da sensação de ter mais um ano todo em branco pela frente, pronto para ser pintado com as cores que eu quiser e que a vida me trouxer.



Eu cresci no interior de Minas Gerais e, numa fase bem difícil da nossa vida, as vacas não eram magras, eram anoréxicas! Meus pais cresceram na roça, literalmente, lá no meio do mato. Somos de origem simples mesmo. E, como já deu pra perceber por aqui, somos bem família. Então, pra nós, Natal significa exatamente isso: família junta. Ceia, sim, simples ou mais farta, família reunida, orações, abraços e, no fim, troca de presentes. Lá na minha infância, quando as coisas eram mais difíceis, meus pais conseguiram, não sei como, não deixar que meu irmão e eu sofrêssemos ou achássemos o fim da picada toda falta de grana. Tudo era simples, mas pra gente era normal ser daquele jeito. Não que a gente tivesse a ilusão de que dinheiro nascia em árvore, de uma certa forma eles deixavam claro que não era uma boa hora, mas o que eles valorizavam não era isso. Valores, não coisas. Se a gente ia a pé ao supermercado, era porque era legal, não porque não tinha verba pra passagem de todo mundo (nossa, são tantas histórias que ficaram gravadas pra mim como uma lembrança boa, não como um martírio, qualquer dia eu conto mais disso). Nós sabíamos que não dava pra ter tudo, e pra ser bem sincera, o consumo não era uma coisa presente no meu cotidiano, eu não ficava pedindo coisas freneticamente. Sim, a minha infância foi preservada e acho meus pais foda por isso (me refiro ao ano todo, não só ao natal).
Somos todos católicos (apesar de hoje eu ter uma relação muito particular com Deus), então sempre soube do porquê dessa comemoração, nunca foi coisa de papai noel e presentes. Eu sabia que tinha papai noel e essa lenda toda, mas não era o foco. Como bem disse minha mãe ontem quando relembrávamos isso: "você nunca deu muita bola pro papai noel" e acho que justamente pelo jeito que eles conduziram tudo. Não tinha essa coisa de se comportar pra ganhar presente, nunca teve. Não consigo me lembrar se em todos os natais eu ganhei presente, mas em todos estávamos juntos, vezes na família materna, vezes na paterna. Dos presentes que eu me lembro, só os abríamos exatamente no dia 25 de manhã. E era um presente só, nada de excessos. Hoje, que ficamos todos acordados até altas horas, é um pouco diferente, a troca acontece na noite do dia 24, mas só nesse dia, nunca antes (assim como até hoje eu só como ovo de páscoa no domingo de páscoa, nunca antes!! Não abro de jeito nenhum!) - e sempre depois que já rolou oração, ceia, conversas, risadas, enfim, o que realmente interessa (e hoje, se ganho mais de um presente é porque vêm de pessoas diferentes). O espírito natalino continua vivo em nós!

Mas por que eu tô contando tudo isso? Porque o que eu estive fazendo enquanto me ausentei, basicamente, foi comprando e embalando presentes. Muitos! Se eu chegasse aqui e escrevesse só isso não ia caber no contexto, não ia fazer sentido pro que vivemos desde sempre, partindo do pressuposto que eu moro na cidade mais consumista do país, em que o sentido de muita coisa já se perdeu em meio a tantos pacotes, ainda mais para as crianças. É tanto consumismo nessa época do ano que eu até me assusto. Mentira, eu me assusto o ano todo. Eu estava ali no meio em muitos momentos, vi de perto a loucura que é, mas tão em outra vibe, tão em conexão com as minhas origens, com o que eu cresci aprendendo, que não fui contaminada, ainda bem!

Estamos indo hoje (daqui a pouco, pra ser exata) viajar pra Minas, pra cidade onde a minha família materna mora. Meus parentes daqui, do lado paterno, também estão indo, porque temos uma rocinha lá (onde meu pai nasceu e cresceu, como eu disse ali em cima). Ou seja, vai ser um Natal animado, cheio de gente e de casas para visitar, de saudade pra apaziguar e de histórias pra contar depois. Para os sobrinhos que ainda são crianças, minha mãe sempre leva uma lembrancinha. Fomos à 25 de março comprar e, pasmem!, nem estava tão cheia assim (mas foi mais no início do mês). Pechinchamos um monte e deu pra levar tudo à vista e sem dar valor às vitrines e "modas" de itens caríssimos, nem personagens (detesto brinquedos de personagens). Como faz tempo que não vamos lá (não conseguimos ir esse ano nem uma vez, muito ruim), acabou que deu pra comprar também algum mimo para alguns adultos. Providenciamos papel de presente e embalei um por um, o que foi uma delícia, quase uma terapia, pra ser bem sincera. Antes do Ano Novo meus pais vão continuar a viagem até Aracaju, passar uns dias com meu irmão e sua família. Gente, foi tão gostoso escolher uma lembrancinha pra cada um, pensar no que cada um gosta! Eu adoro presentear, quando posso, mais pela escolha, pelo processo, do que pelo valor monetário em si. E quando já estava quase tudo prontinho, embalado, com nome, minha vó paterna (que já está lá na roça) liga e nos dá mais uma incumbência. Tem uma "vizinha" lá que tem, nada mais, nada menos, do que 9 filhos (o mais velho com 17 e a mais nova com 1 ano) e ainda cria mais dois sobrinhos, cujo a mãe foi embora e os deixou pra trás. 11 crianças crescendo na roça, assim como na época dos meus pais, super simples e humildes. Minha vó ligou pedindo pra gente comprar "uma coisinha" pra eles, pois nunca ganharam presentes de Natal (nem sei se em outra época). Nas palavras dela, podia ser só umas caixas de bombom, pra gente dividir entre eles quando chegássemos lá, nem era pra ser uma pra cada um. Quisemos fazer um pouquinho mais e ligamos perguntando nome e idade de cada um. Depois, minha mãe e eu íamos pensando, juntas, o que achávamos que eles gostariam de ganhar. Tudo simples, mas bem bonitinho, pensado neles mesmo. Meus dotes para empacotadora de presentes foram utilizados de novo e embalei tudinho com muito carinho.

E agora já está tudo pronto! Pra não dizer que foi tudo lindo, divino e maravilhoso, aconteceram algumas coisas, vindas de algumas pessoas, que me deixaram bem nervosa, estressada mesmo. Tô (ainda mais) sensível, choro à toa. Mas como eu estava ocupada embalando carinho e amor, e ainda cuidando do meu filhote, que não para de crescer, nem dei muita confiança, porque não vale a pena. Nessa última semana minha mãe já estava de férias e foi muito gostoso tê-la comigo, em tempo integral, nos últimos preparativos. Conversamos um monte, rimos um monte. É disso que eu me lembro quando penso nessas últimas semanas: conversas, risadas, descobertas, cumplicidade, amor, carinho, fortalecimento de vínculos, troca. Ou seja, seria muito mais correto eu afirmar que foi isso que me afastou da internet nesses últimos dias, não os presentes. Até aprendi outras coisas (parte do que me irritou), com pessoas que têm discursos floreados sobre esse clima todo, mas que na real são vazios, na prática só agridem verbalmente os outros.
Quis contar por esse ponto de vista dessa vez, porque foi a primeira vez na vida que compramos tanta coisa (mas não é exagero, é um presente só pra cada pessoa, e ainda ficou muita gente de fora). Mesmo assim, não nos sentimos parte do natal dos pacotes, tudo isso aqui dentro das sacolas são só um mero detalhe (e na parte prática, não tem nada que nos endividou ou que custou um carro). Está valendo a pena. Pacotes são só consequência, não o que realmente importa. Tudo que está em volta disso e tudo que acontece até chegar o momento de abri-los, vale infinitamente mais do que qualquer coisa. Na vida, não só no Natal.
Esse assunto rende tanto, isso aqui é só um resumo do resumo, queria escrever muito mais sobre muitas coisas que permeiam essa data, do meu ponto de vista, porque realmente muita coisa me irritou e muita coisa me conquistou, mas as malas já estão aqui na sala e precisamos sair.



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Em tempo: com 9 semanas eu fiz um ultrassom e vi meu pinguinho de gente, todo serelepe se remexendo dentro da mamãe, com batimentos cardíacos a 174 por minuto. Vovó estava junto e se derreteu! Gente, pensem numa mãe completamente apaixonada? Eu. Nesse deu 9 semanas e 2 dias, ou seja, hoje eu estaria com 10 semanas e 2 dias, mas ainda conto pelo primeiro ultra, então hoje é o dia que completamos 10 semanas. De qualquer forma, estamos aqui crescendo e ficando fortes juntinhos. Meus exames deram tudo ok, tirando uma leve alteração na bactéria da listeriose, que é contraída principalmente através de laticínios não pasteurizados (depois escrevo mais sobre isso aqui, é bom saber sobre). Porra, fiquei arrasada!! Sou super chata com comida, não como nada de origem estranha, ou em locais em que não confio! Agora, então, tô quase neurótica. Mas a médica disse que está leve, que eu não preciso me preocupar, pois não está acima do que causa danos ao baby, tá leve, e já estou tomando remédio. De resto, tudo lindo, amém! Enjoos ainda aparecem, ainda mais se fico nervosa (hoje vomitei pela primeira vez). Muito sono, principalmente à tarde. E barriga crescendo (vou ficar devendo foto dessa vez)! Estou bem disposta, apesar da correria.

Quero desejar a todo mundo um Natal cheio de luz e de abraços verdadeiros e um Ano Novo com muitos bebês e recheado de amor! Estaremos juntos ano que vem, se Deus quiser, com muita história boa pra contar. Quero escrever um texto sobre esse ano, tudo que ganhei com ele, apesar dos momentos de tormenta, não sei se aqui ou no outro blog, mas talvez ele só venha ano que vem, porque meu acesso à internet vai ficar limitado nos próximos dias. Por isso já estou desejando meus melhores votos a cada um de vocês que vem aqui, que estiveram comigo em todos os momentos, e que ainda têm paciência de ler meus mega textos (rs).

Abraço de urso em cada uma!
E até ano que vem!